AUTORES CATARINENSES

CONTEMPORÂNEOS

URDA ALICE KLUEGER

URDA E O ROMANCE NA LITERATURA CATARINENSE


  Por Luiz Carlos Amorim

 

O romance está muito bem representado na Literatura Catarinense, por uma moça loura, brejeira e loura como outras nascidas em Blumenau, mas com uma grande diferença: ela escreve. Escreve coisas com sabor de poesia, com sabor de vida, uma fonte inesgotável de emoção e sensibilidade. Ela escreve obras-primas. Essa moça é Urda Alice Klueger, que já publicou títulos como “Verde Vale”, o seu primeiro grande sucesso, com sucessivas edições, a saga dos primeiros colonizadores em Santa Catarina, uma canção verde da cor do amor e da serenidade, da cor da ternura; “As brumas dançam sobre o Espelho do Rio”, “No Tempo das Tangerinas”, “Vem, Vamos Remar”, “Te Levanta e Voa”, “Cruzeiros do Sul”, “Recordações de Amar em Cuba II”, “A Vitória de Vitória” - o primeiro livro infanto-juvenil da romancista e, lançado recentemente, “Entre Condores e Lhamas”. “As Brumas dançam Sobre o Espelho do Rio” é poesia em prosa, é um hino de liberdade e à natureza, é uma canção de amor - amor como podemos concebê-lo em todas as suas formas. E nos dias de hoje, quando proliferam tantas “novelas” e tantos “romances”, não é fácil escrever uma história de amor sem cair, fatalmente, no clichê da famigerada pseudo-literaturaágua-com-açúcar. Com Urda, isso não acontece. Ela conseguiu - e tem capacidade de sobra para isso, como já bem o demonstrou em “Verde Vale” - construir uma obra consistente, grandiosa, com uma linguagem simples e poética, objetiva, plena de sensibilidade, o seu estilo que se firma, inconfundível. Neste romance, a autora deixou a saga dos colonizadores alemães, embora continue a correlação com a história do Vale do Itajaí, desta vez focalizando os pescadores e os colonos de beira-mar, na sua luta pela sobrevivência, numa época terrível como a da grande guerra. A fuga de uma gente simples e pura, humilde e leal, construindo do nada o paraíso em meio à mata virgem. A poesia e o lirismo, a capacidade de amar que encontrei nessa gente e na força da narradora da autora me impressionaram sobremaneira.Em “No Tempo das Tangerinas” - livro selecionado para o Vestibular 2000 - Urda volta ao fascinante universo da colonização do Vale do Itajaí, pelos alemães, mostrando as angústias da segunda guerra e a beleza da vida florescendo a despeito de tudo. “A guerra nunca acabava, mas o tempo das tangerinas voltava sempre.” Aqui continua a saga dos Sonne, iniciada em Verde Vale, agora com os seus descendentes. “Nem a guerra, nem a diferença de raças, acentuada pelo fato de serem alemães e ser a Alemanha a mantenedora da guerra, desfez a harmonia daquela família e a sua integração com o chão e com a gente brasileira.“Vem, Vamos Remar” é uma novela sobre as enchentes de Blumenau, vividas pessoalmente pela autora. Nunca ninguém retratou tão bem o drama das águas subindo, subindo e entrando pelas nossas casas e pelas nossas vidas. “Te Levanta e Voa” é outro romance também fora da linha de ficção histórica, com a qual Urda firmou-se como a mais importante romancista de Santa Catarina. “Te Levanta e Voa” é a história de jovens a procura de si mesmos, de seus destinos, pelos caminhos da vida, aprendendo a amar e a respeitar a dor. 


SOB O CRUZEIRO DO SUL

Tive o prazer de ler “Cruzeiros do Sul” da nossa romancista maior, Urda Alice Klueger, a moça loura de Blumenau, dos dedos cheios de poesia. Com maestria e segurança, Urda volta à ficção histórica e nos mostra a saga dos nossos antepassados, a saga da formação do povo catarinense, desde a chegada dos portugueses, que aqui encontraram os índios, donos da terra, até os dias atuais.“Cruzeiros do Sul” é a história das gentes que trilharam os caminhos do tempo, construindo o nosso Estado e o nosso futuro. É a história da nossa gente, começada com Madjá-Aiu, índia xokleng e um branco europeu, que por acaso veio parar no litoral de Santa Catarina. É também a história de Miguel e Manoel, dois portugueses que começaram outra linhagem de catarinenses. Essas duas famílias, através de muitas gerações, vêm até os nossos dias para cruzarem suas histórias, numa trajetória na qual a autora retrata com fidelidade as alegrias e lutas dessa gente que deu origem ao que hoje é o nosso Estado.Urda recria a história com pesquisa e muita sensibilidade, fazendo tudo acontecer sob as luzes cúmplices e ao mesmo tempo indiferentes do Cruzeiro do Sul. Sei que o título deste romance de fôlego de Urda era, a princípio, “Sob o Cruzeiro do Sul”, que lhe cabia muito melhor do que “Cruzeiros do Sul” opção do editor. Independentemente disso, este novo romance, talvez o maior da autora, em número de páginas e em grandiosidade de conteúdo, é exemplo de competência e criatividade no ofício de escrever. Urda dá uma sacudida na gente quando, a certa altura do seu grande painel, nos deparamos com a dura realidade dos descendentes da índia e dos europeus, que cruzam seus destinos. E isso é muito importante, para que nos conscientizemos - e essa é a função da literatura - de que essas personagens não são apenas personagens, são pessoas contemporâneas nossas, que existem e fazem parte do nosso dia-a-dia. Urda nos mostra que está acontecendo a vida ao nosso redor, sem que nos demos conta, sem que tomemos conhecimento dela e, conseqüentemente, sem que tomemos atitudes para melhorá-la.E há que se olhar e ver, pensar e repensar a nossa realidade, que é a mesma das criaturas de Urda. Não estamos todos sob o Cruzeiro do Sul?
Urda é conhecida em toda Santa Catarina e fora dela, pelo conjunto de sua obra, mas sobretudo por “Verde Vale” seu primeiro romance. Seguramente, a partir de agora, Urda terá seu nome vinculado a “Cruzeiros do Sul” que transformou-se, de imediato, num clássico da Literatura Catarinense.“Cruzeiros do Sul” me lembra “Cem Anos de Solidão” pela saga das várias gerações e me levou a ler novamente Garcia Márquez. E em lendo novamente “Cem Anos de Solidão” saltou-me aos olhos o contraponto entre o fantástico misturado com o real de Garcia e a recriação da realidade, da vida, com fidelidade e lirismo de Urda, empatando os dois na excelência na narrativa. 

 

TRINADOS DE AMOR

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ )

Já havia lido o novo livro de Urda Alice Klueger, “Trinados Para o meu Passarinho”, que foi lançado no segundo semestre de 2009, porque fiz parte do Conselho Editorial. São vinte e uma crônicas de puro amor. Sabe aquele amor firme e forte, incondicional, que a gente pensa até que não existe mais? Pois ele está contido todinho neste grande livro, da primeira à ultima palavra, lindíssimo.
Como já disse, ele é um hino de amor, uma coletânea de poemas em prosa, daqueles mais inspirados. Esse livro lembra a toda gente que o amor ainda existe, que é preciso procurá-lo dentro de nós, dentro dos olhos, dentro do peito, dentro da alma. Que é preciso adentrar os olhos e o coração do próximo que esse sentimento maior e inconfundível está lá, dentro de nós e dentro de alguém que precisamos encontrar.
Beija-Flor - Quase Abril é antológico, é a obra-prima da sensibilidade e do sentimento. A capacidade de amar que transborda nesse livro e, consequentemente na autora, é incomensurável.
Algumas crônicas eu já havia lido, e continuam belíssimas, outras eu não conhecia e fico aqui babando, como ao ler Pseudo-primavera, A garça e o segredo das Dunas, Patos Gansos e Cisnes e todas as outras.
Este é um livro feito de alma e coração, para dar de presentes às pessoas mais queridas da gente, no aniversário, no Natal, no dia dos namorados, para dizer-lhes "Eu te amo".
Porque “Trinados Para o meu Passarinho” é isso: amor de verdade, no mais alto grau que o sentimento pode chegar, que um coração pode suportar.
Como pudemos ficar sem essas canções de amor de Urda por tanto tempo?
Amar é isso.

 

"Encontro com a Infância"

Um livro pode ter muitos usos e sentidos. "Encontro com a Infância", de Urda, não é diferente. É para se ler sem pressa. O texto é leve como um bom chá com bolachinhas, gostoso, agradável, nada indigesto ou pesado. Urda sabe muito bem fazer isso. Uma contadora de histórias de primeira. Comove, faz rir, acalanta o espírito. O gêmeo deste livro, "No tempo da Bolacha Maria" nos fala do lugar, da imigração, da memória compartilhada de pessoas simples, como a vida pode ser. Urda é mestre nisso.
E como boa narradora que é, fez uma segunda seleção de textos cujo tema é a simplicidade. Quando ela nos brinda com um novo livro, sempre pensamos no que virá por aí. Uma viagem, um sonho, uma trama. Ou quem sabe um drama.
Não, o novo livro, "Encontro com a Infância", é outra coisa. Deixe-o sobre a mesa. Permita que outros belisquem uma ou outra história, como um vidro de biscoitos que são furtados por crianças espevitadas passando pela sala de visitas. Cada história é um degustar sem pretensão de se matar a fome de saberes filosóficos profundos. É um deleite baseado na simplicidade de coisas ditas sobre a vida que corre de forma simples. Como a vida deve ser.
(José Roberto Severino)

 

 

Eu e os Sambaquianos

Por Luiz Carlos Amorim

Esperei muito para ler "Sambaquis", de Urda Alice Klueger, que finalmente agora está circulando. E então agora pude lê-lo, e ele é "muito lindo", como diria a própria autora de alguma coisa pela qual ela ficasse apaixonada, admirada, impressionada.
Mas é muito lindo mesmo. O livro é um poema de amor e ternura, é poesia pura. Urda conseguiu descrever a vida simples e singela de uma gente simples e pura, mas com defeitos, como todo ser humano tem, numa época muito longe da nossa realidade, quando não havia nenhuma comodidade e era preciso que cada um trabalhasse duro, eles mesmos fazendo tudo o que era preciso para sua sobrevivência, para que a comunidade tivesse comida e lugar para morar. Urda captura uma história de amor, sublime paixão entre um homem e uma mulher, há quatro mil anos atrás, quando sexo e casamento faziam parte de uma prática ou tradição essencialmente cultivada para a continuidade do seu povo.
A autora recria a vida das gentes que povoavam os sambaquis da nossa região há muito tempo atrás, com tantas minúcias de detalhes que, saindo das páginas de "Sambaquis", temos a oportunidade de ir até um sambaqui ou a um museu e encontrar uma peça ou um local que fez parte do cenário dos sambaquianos.
Os sambaquianos de Urda não são criaturas grotescas de uma era perdida, são seres humanos como nós, que apesar de não terem o conhecimento que se tem hoje, não terem os mesmos costumes que temos, viviam em harmonia e eram felizes.
Como já disse, o romance é um poema de amor, escrito com muita sensibilidade e lirismo, coisa bem característica da autora, além de ser uma aula da história sobre as nossas origens. As figuras poéticas, como "Ela espiara para dentro dos olhos dele..." permeiam todo o livro e são umas mais belas que as outras. Original, a história começa com a celebração da morte e termina com a explosão da vida, o nascimento de uma criança.
Fico com vontade de estar na Ilha do Campeche para ver as bacias de polimento, que só as vi, acho, em São Francisco, na Praia Grande. E deu-me vontade de ver de novo as "Flores-que-eram-como-o-sol", que sou fascinado pelos ipês floridos, flores que vicejaram no romance. Mas não é tempo deles e tenho as flores do Jacatirão, popular manacá-da-serra, para me maravilhar. E até me atrevo a desejar que os sambaquianos também as tivessem, como as temos em todas as estações, para serem ainda mais felizes.

 

A CUBA DE URDA


Acabo de ler “Recordações de Amar em Cuba II” de Urda Alice Klueger, o penúltimo livro da escritora catarinense a sair pela Editora Lunardelli, já que ela fundou a própria editora em Blumenau e agora publica os próprios romances e de outros escritores, tanto do estado como de outras regiões.Estou acostumado com a romancista de mão cheia, a ficcionista exímia, de livros como “Verde Vale” , “No Tempo das Tangerinas”, “Cruzeiros do Sul” e tantos outros e estranhei um pouco, no início do livro de Urda.Mas foi apenas no início. Logo logo ela me confirmou o seu domínio total na narrativa desta obra de não-ficção e fui verificando, à medida que lia - e não parei, até terminar - a importância da obra.
Como a idéia que temos de um lugar, de um povo, pode ser distorcido, através do tempo e do espaço, por informações incorretas.
Urda nos revela uma Cuba diferente, bem diferente daquela da qual ouvíamos falar, onde, como ela mesma diz, “comunista não come criancinha”. Lá, segundo ela constatou, in loco, as pessoas são cultas e amáveis, apesar da carência de produtos de primeira necessidade por que passavam na época, inclusive comida, desde a queda da União Soviética e do bloqueio econômico dos Estados Unidos: quase nada chegava ao país.Hoje, as coisas já melhoraram e Cuba conseguiu sobreviver à falência do seu fornecedor. Eles, que só plantavam fumo e cana-de-açúcar, que era o quanto precisavam para trocar por outros produtos com a União Soviética, aprenderam a plantar alimentos, diversificaram a agricultura e superaram o fantasma da fome que se abatia sobre Cuba.
O detalhe curioso que não está no livro: depois de passada a crise e resolvido o problema da produção de alimentos, o governo autorizou as pessoas a abrirem restaurantes - antes, só havia restaurante para turista, cubano não podia entrar - e todos têm no nome a palavra “Paladar” que eles tiraram da novela “Vale Tudo” exibida por lá. Em Cuba, a saúde do povo é prioritária, a educação e a cultura também. Vale a pena passear com Urda pelas ruas de Cuba, conversar com sua gente, conhecer sua história e suas histórias.
Vale a pena ler “Recordações”. 

 

VIAJANDO PARA O UMBIGO DO MUNDO

Por Luiz Carlos Amorim

Apesar de ter recebido um exemplar do novo livro da minha amiga Urda Alice Klueger, "Viagem ao Umbigo do Mundo", há algumas semanas, confesso que só agora o li, até porque já sei que um livro dela a gente começa a ler e não quer parar até terminar. Então pude lê-lo com calma, pude embarcar com ela na viagem que ela fez a Cusco, no Peru, na garupa de uma moto Harley Davison, com um grupo de harleiros que ia ao 2º Encontro Interamericano de Motociclismo de Cusco. Com direito a escalas em lugares espetaculares e importantes desta nossa amada Amérca do Sul, como Cordilheira dos Andes, Deserto de Atacama, Machupichu, etc.
Urda já tinha estado por lá, em uma viagem anterior e tem um livro que relata a viagem, "Entre Condores e Lhamas". Como ela cita isso no novo livro, aproveitei e reli também o anterior, com o mesmo prazer como se fosse a primeira vez.
Os dois livros são magníficas aulas de história, de geografia, de antropologia, de amor a esta nossa amada América. Urda é uma exímia contadora de histórias e narra com detalhes tudo o que aconteceu na viagem, com o interesse a paixão de historiadora que é, também.
É uma viagem fantástica, pela Argentina, Bolívia e Peru, atingindo altitudes de mais de quatro mil metros. E assim, passando-se por várias cidades destes países é que pode-se conhecer suas gentes, a beleza e singularidade de certos lugares tão importantes desta nossa América do Sul e o seu passado glorioso.
Vale a pena viajar com Urda e sua amiga em "Entre Condores e Lhamas" e vale a pena viajar com ela e os harleiros para o "Umbigo do Mundo". É como se tivéssemos a escritora, comunicativa e carismática, na frente da gente contando e gesticulando, com seu estilo coloquial e cativante e a sua sensibilidade e atenção a detalhes que nos passariam desapercebidos.
Vale a pena o conhecimento adquirido sobre povos como os Incas, sobre os quais sabemos tão pouco e que são tão importantes para a história deste nosso mundão de Deus.
Dá vontade de embarcar na primeira condução e ir conhecer lugares como o Lago Titicaca, as ruínas de Tiauanaco, com a idade de doze mil anos, a fortaleza Sacsayhuaman, Machupichu e tanto mais que está visitado nos livros de Urda.
Viajar com Urda, além de interessante e emocionante, é muito divertido. Ela é uma boa companheira e sua narração, objetiva e agradável, evidencia isso.
Falei com ela ontem, ainda, quando lhe disse que voltara a ler "Entre Condores e Lhamas" por causa do seu último livro, e ela me convidou para viajar de novo para Cusco, ainda nesta semana. Pena que eu não posso aceitar o convite, mas já lhe preveni: o próximo convite eu vou aceitar. A próxima vez que ela for, quero poder ir junto.

 

URDA: ENCONTRO COM A INFÂNCIA

O novo livro de crônicas da escritora Urda Alice Klueger, de Blumenau, teve lançamento nos primeiros meses de 2007. Trata-se de “Encontro com a Infância”, coletânea de crônicas sobre reminiscências dos tempos de criança da autora no Vale do Itajaí.
É o décimo sétimo livro de Urda e sai pela Editora Hemisfério Sul, de Blumenau.
As crônicas de Urda são conhecidas do público leitor, que já se acostumou a lê-las em jornais como A Notícia, Diário Catarinense, portais na Internet como Rio Total, Prosa, Poesia & Cia e outros, em revistas e nos livros dela..

 

FILME BASEADO NA OBRA DE URDA A. KLUEGER


Baseado na obra da escritora catarinense Urda Alice Klueger, o fillme "Por Causa do Papai Noel", com direção e roteiro de Mara Salla, foi um dos cinco selecionados pelo Projeto de Apoio à Produção de Trabalhos de Conclusão de Cursos de Cinema e Audiovisual 2004/2005 da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. O prêmio permitiu que o filme fosse rodado em película 35mm.
O filme foi rodado na cidade de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, de colonização alemã, que lembra muito a Blumenau da infância de Urda, período em que se passa o filme.
O roteiro da Mara faz uma brincadeira com a obra e a história de vida de Urda, misturando passagens de sua biografia com a literatura, quando uma menina de doze anos é tão apaixonada pela leitura que os personagens dos livros que lê passam a fazer parte da sua vida.
Abaixo vai a sinopse oficial, que vai para o DVD:
Urda Alice Klueger, uma menina de doze anos, sofre um acidente de bicicleta, ferindo gravemente o pé. Tal situação muda a vida de Urda, que precisa se afastar da escola e das aventuras e descobertas, próprias de uma menina dessa idade. A mãe, porém, começa a ocupar as tardes da filha com muita leitura. Urda passa a entrar em contato com a literatura brasileira e a encantar-se com as aventuras surgidas nas páginas dos livros que devora. A descrição detalhada nos romances que lê aliada à sua imaginação fértil faz com que ela traga para seu mundo personagens de Erico Verissimo e Jorge Amado, entre outros. Com um final surpreendente, Urda Alice Klueger depara-se com seu próprio futuro de escritora.

A equipe é quase completamente composta por estudantes de cinema e vídeo da Unisul. Cerca de 50 pessoas compuseram a equipe, que passou uma semana em São Pedro de Alcântara fazendo as filmagens. O filme acabou de ser finalizado e está em fase de planejamento da estréia, que deve acontecer em dezembro, por causa do Natal.
A própria escritora Urda atua no filme.


Curta premiado em Brasília


O filme catarinense, da cineasta Mara Salla, foi premiado na 7ª Mostra
Taguatinga, no Distrito Federal. O curta-metragem em 35mm "Por Causa do
Papai Noel", previsto para estrear em dezembro de 2006, foi escolhido
o melhor filme de ficção. Baseado na obra da escritora catarinense Urda
Alice Klueger, no conto que leva o mesmo nome, o filme chegou ao festival
graças ao Prêmio de Apoio à Produção de Trabalhos de Conclusão de Cursos de
Cinema e Audiovisual, promovido pelo Ministério da Cultura e Forcine em
2005."

 

ENTRE CÔNDORES E LHAMAS

 

Este é o primeiro a sair pela editora da escritora, a Hemisfério Sul. Trata-se de um livro de viagem, mostrando toda a trajetória de ida e de volta a Machupichu, no Peru, desde a saída do Brasil até a chegada de volta, em Blumenau, tudo contado com a maestria de uma grande contadora de história. E não é apenas narração, é um romance, com história e personagens: a viagem é o cenário. A narradora conhece, em uma cidade do Peru, um nativo e tem um romance com ele. Será verdade ou seria apenas um tempero adicionado para tornar o livro ainda mais interessante? Há muita curiosidade, como a dificuldade de se respirar, nas grandes alturas em que se situa Machupichu. Mas há que se ler para se viajar com Urda e se conhecer um pouco desta fantástica viagem.


A VITÓRIA DE URDA

O livro "A Vitória de Vitória", da romancista catarinense de Blumenau, Urda Alice Klueger, está na segunda edição. É um livro infanto-juvenil, a primeira incursão de Urda neste gênero, com a qual ela se dá muito bem, alcançando invejável sucesso. Com a categoria de uma escritora de literatura infanto-juvenil experiente, Urda passa para as crianças, em seu livro, através de uma colher, Vitória, a capacidade que temos de aprender e de sentir, de ter emoções, assim como evidencia, também, a necessidade que temos de viver em sociedade. É, com certeza, mais uma vitória de Urda.

Um trecho do livro:

"Vitória era uma linda colher de prata, com cabo todo trabalhado, onde estava esculpida uma pequena parreira de uvas com minúsculos cachinhos. Como toda colher, ela não tivera infância: os talheres já nascem do tamanho que vão ter por toda a vida. E fazia tanto tempo que ela nascera, tanto tempo! Ela lembrava-se de tudo muito bem. Primeiro, houvera uma confusão de metal em ebulição e, de repente, ela nascera, bem como uma porção de irmãs suas, todas colheres de linda prata, que passaram pelas mãos de um homem de barbas compridas e brancas, que deu os retoques nas suas parreirinhas e nos seus cachinhos de uvas. Orgulhosas e trêmulas de emoção, as colheres aguardavam para saber o que iria acontecer nas suas vidas, até que foram colocadas numa caixa de veludo azul e fizeram uma viagem até a loja. Quanto tempo fazia que isso tinha acontecido? Vitória não sabia medir o tempo em anos, mas sabia que tinha sido há muito tempo atrás. E como lembrava-se de tudo!"

 

 

O RELANÇAMENTO DO OBRA DE URDA

Conheci a romancista Urda Alice Klueger através do seu primeiro livro, “Verde Vale” e tornei-me leitor assíduo da moça loura de Blumenau dos dedos cheios de poesia. O saudoso Odilon Lunardeli teve a sorte de descobrí-la – digo isso porque não tenho receio nenhum de afirmar que Urda foi a autora que mais vendeu livro na Editora Lunardeli – e ela publicou muitos outros títulos naquela casa, até fundar a própria editora: “As brumas dançam sobre o espelho do Rio”, “No tempo das tangerinas”, “Vem, vamos remar”, “Te levanta e voa”, “Cruzeiros do Sul”, “Recordações de Amar em Cuba”. “A Vitória de Vitória”, o primeiro livro infantil de Urda, foi o divisor de águas: ele já saiu pela Hemisfério Sul, em co-edição com a Lunardeli. Dali pra frente, os novos livros de Urda foram publicados pela sua editora: “Entre Condores e Lhamas”, “Crônicas de Natal de Histórias de Minha Avó” e “No Tempo da Bolacha Maria”.
Agora, acabou de sair a décima edição de "Verde Vale". Urda recuperou os direitos sobre toda a obra que havia sido publicada pela Editora Lunardeli e vai publicá-la através da sua editora, a Hemisfério Sul.
“Verde Vale” está de cara nova: nova capa, nova apresentação gráfica do conteúdo, apenas o texto é o mesmo, com a qualidade e a beleza que consagrou a Urda romancista. E os romances seguintes também estão sendo relançados: já foram publicadas, também, as novas edições de "Vem, Vamos Remar" e "No Tempo das Tangerinas". Os outros estão a caminho.
Urda é daqueles escritores que escrevem como se estivessem, pessoalmente, contando uma história pra gente, de maneira simples, coloquial, mas com emoção e sensibilidade, com poesia e com objetividade. Suas personagens são pessoas que lutam, que sofrem, que buscam a felicidade, que vivem. Seus cenários são naturais e perfeitos. A cada romance, Urda pesquisa, estuda, esmiúça detalhes, até chegar ao resultado esperado. Seu mais recente livro, “Os Sambaquianos”, ainda não ficou pronto por isso: ela está trabalhando nele há mais de dois anos.
Vale a pena reler “Verde Vale”, o primeiro romance histórico de Urda, a saga dos primeiros colonizadores em Santa Catarina, uma canção verde da cor do amor e da ternura . Pra quem ainda não leu, melhor, vai conhecer um grande livro.

 

LITERATURA PARA CRIANÇAS

Por Luiz Carlos Amorim


Recebi, recentemente, o convite para o lançamento do livro " A vitória de Vitória", da escritora catarinense Urda Alice Klueger, e não pude deixar de escrever sobre ele por alguns motivos. Um deles é a originalidade e a objetividade do convite: "A Editora Hemisfério Sul comunica a todos os pais e mães, a todos os tios e tias, padrinhos e madrinhas, avós e avôs de todas as crianças, que foi lançada a nova edição, revista e ampliada, do livro "A VITÓRIA DE VITÓRIA", que conta a história de uma linda colher de prata que vai viver grandes aventuras durante uns duzentos anos, na Europa e no Brasil. Adiantamos que Vitória tem amigos, namorado, etc e que é uma colher como nunca se viu antes." Não é inteligente e sutil? Ao mesmo tempo que chama a atenção da criança, pela ilustração da capa colorida e bem projetada, dirige a mensagem a quem está mais intimamente ligado à criança e vai levá-la ao lançamento ou a livraria para comprar o livro. Outro motivo é o livro em si. Eu já o conheço, ganhei um exemplar da primeira edição e sei da qualidade de apresentação e de conteúdo dele. O livro "A Vitória de Vitória", incursão vitoriosa de Urda Alice Klueger, pela literatura infanto-juvenil, é um livro sensível. Com a categoria de uma escritora de literatura infanto-juvenil experiente - ela sempre escreveu para adultos - Urda passa para as crianças, nessa obra, a capacidade que temos de aprender e de sentir, de ter emoções, assim como evidencia, também, a necessidade que temos de viver em sociedade. Isto tudo dando vida a uma colher de prata, personalizando-a para ensinar às crianças o respeito, a solidariedade, a amizade, a lealdade e a honestidade. Lembrei, por analogia, das tradicionais fábulas e contos de fadas, aquelas histórias que contam para as crianças do começo ao fim da infância, como Branca de Neve, Joãozinho e Maria, Lobo Mau e tantas outras, que ensinam a inveja, a mentira, a vingança, a trapaça, a deslealdade, o oportunismo, a hipocrisia, a corrupção. Ao passo que Vitória, bem diferente delas, ensina aos leitores em formação não só o gosto pela leitura, mas dá exemplos de qualidades que devemos ter para nos tornarmos adultos dignos e responsáveis. Outra coisa me chamou a atenção no livro "A Vitória de Vitória": a ilustração dentro do livro, os desenhos nas várias páginas, não são coloridos. São apenas traços para que a própria criança que o estiver lendo exercite a sua criatividade, colorindo-os. Por isso não pude deixar de falar deste livro para crianças. Precisamos valorizar mais a literatura infantil como essa, de Urda, que se faz no Brasil, porque ela está livre da violência e das influências negativas que os contos "tradicionais" passam para as nossas crianças. Temos de parar de ler e comprar os velhos "contos de fadas" para nossas crianças e começar a dar-lhes a boa e diversificada literatura infantil dos nossos escritores.

 

LIVRO DE PRESENTE

Por Luiz Carlos Amorim

O Natal já passou, eu sei, mas tenho que falar de um presente que ganhei, um grande presente. Falo do livro da minha amiga Urda, de Blumenau, "Crônicas de Natal e Histórias da Minha Avó". Ela me enviou o livro, em dezembro, eu o li e em seguida mandei-lhe uma mensagem, agradecendo-lhe por ressuscitar o Natal dentro de nós. E ela rapidinho respondeu, afirmando que eu dissera a coisa mais linda sobre o seu novo livro. Mas eu não disse nada mais que a verdade. Quem ler o livro, há de concordar. Como não voltar àquelas tardes mágicas da nossa infância, quando "ajudávamos" as nossas mães a fazer, a assar, a pintar os biscoitos de Natal? Fazer doces de Natal e enfeitar uma árvore na sala de visitas significava que o grande dia estava muito próximo, que a noite que trazia Papai Noel para entregar presentes e chocolates, aquela fantástica noite finalmente estava chegando. Sim, porque acreditávamos que Papai Noel existia, abençoada infância! E Urda nos traz de volta essa inocência, no questionamento entre crianças que fomos, certeza inquestionável naquela idade, porque Papai Noel existia, sim. E o Dia de São Nicolau, tão desconhecido, até por nós! Era a prévia do Natal, no início de dezembro, nos dezembros esquecidos da minha infância, já longe.
Urda me devolveu o espírito do Natal, com "O dia mais mágico do ano". E não é verdadeiramente mágico? Meus filhos já são quase adultos, não temos mais crianças em casa, e uma casa sem criança fica triste no Natal. Criança faz com que a gente não esqueça a existência do Criador, do Cristo que é a razão do Natal. A criança nos dá a certeza que Ele ainda acredita no homem. Enquanto houver crianças, saberemos que Deus estará nos dando, ainda, um voto de confiança.
E Urda nos conta mais, conta a história de um Natal na África - sua irmã, também escritora, viveu na África - conta as suas histórias de Natal e as histórias de sua avó. Exímia contadora de histórias que sempre foi, nada escapa a sua sensibilidade de escritora, a sua emoção e lirismo de poeta. Sim, porque apesar de não escrever versos, toda a obra de Urda está repleta de poesia.
Tenho certeza que o último Natal foi muito mais Natal para muitos dos que tiveram o privilégio de ler o livro de Urda. Faltava um livro assim, que devolvesse ao Natal a sua condição de festa mágica, que devolvesse o seu encantamento simples de comemorar o nascimento de um menino especial, que viria para trazer essa esperança de renovação, de tempos novos e melhores. Isso tem de ser comemorado, sempre, com aquelas canções tão nossas conhecidas, com os doces, com o Papai Noel dos brinquedos das crianças, com as árvores enfeitadas, com a neve de mentirinha, com as histórias de nossas avós, com uma oração saída do coração numa noite de encantamento, pedindo ao aniversariante que esteja conosco para que possamos cultivar a paz num tempo novo que está sempre começando.

 

AS CRÔNICAS DE URDA

 


A Editora Hemisfério Sul acaba lançou, no final de 2002, um novo livro da escritora catarinense Urda Alice Kluege, “No Tempo da Bolacha Maria”.
Trata-se de um livro de crônica memorialista, abrangendo as décadas de 1950/60/70.
A autora, além de um dos maiores nomes do romance no Estado, também já deu mostras da grande cronista e contadora de histórias que é, com livros como “Crônicas de Natal - Histórias de Minha Avó”, publicado no ano passado.
E vem aí o romance sobre os Sambaquianos.

 

NOVO LIVRO NASCENDO

Vem aí um novo livro de Urda Alice Klueger. Seu mais recente projeto: um novo romance sobre os catarinenses de 6.000 anos atrás: os Sambaquianos, iniciado em 2001. Do projeto deste romance, já nasceu o pequeno grande livro "O povo das conchas", ensinando-nos sobre os sambaquianos, quem eram e onde viveram. Os homens que fizeram os Sambaquis não são os índios, e nem os antepassados dos índios. E sobre essa gente que Urda vai escrever, usando as pesquisas que existem a respeito. Urda está estudando a fundo o assunto e terá como orientadora uma professora especialista (doutora) no assunto, Elizabete Tamanini, do Museu do Sambaqui, de Joinvile. A editora, é claro, será a Hemisfério Sul, que tem à frente a própria escritora.

 

AMADA AMÉRICA

Saiu, no final de 2003, o novo livro da escritora Urda Alice Klueger, “Amada América”, pela Editora Hemisfério Sul. A obra é composta por crônicas escolhidas sobre suas viagens pela América Latina. Dizia eu, outro dia, em e-mail à escritora dos dedos cheios de poesia, que os livros de final de ano dela já são esperados como o disco do Roberto, lembram? Eles são um ótimo presente de Natal, pela qualidade e beleza dos textos. E pela apresentação gráfica impecável, também.

 

 

OS SAMBAQUIANOS, "O POVO DAS CONCHAS"

Saiu, em meados de 2004, pela editora Hemisfério Sul, o décimo quarto livro da escritora Urda Alice Klueger, "O Povo das Conchas". Trata-se de uma obra paradidática direcionada para crianças e jovens, mas de interesse para todas as idades, onde a autora conta inúmeras curiosidades sobre o Povo Sambaquiano, o antigo morador do litoral do Brasil, notadamente de Santa Catarina, que aqui viveu no período entre seis mil e dois mil anos antes do presente. E isso é só um aperitivo. Vem aí o romance sobre os sambaquianos, no qual Urda trabalha desde 2001.

 

 

 

URDA LANÇA "HISTÓRIAS D´ALÉM MAR"

Aconteceu, no mês de novembro de 2005, o lançamento do novo livro de Urda Alice Klueger, “Histórias D´Além Mar”, em Blumenau. Trata-se de uma seleção de crônicas de viagens de uma escritora que viaja muito por este mundo afora e tem muita história para contar.
É o décimo quinto livro de Urda, o quarto de crônicas, dessa romancista por e
xcelência.
As palavras tem a sua força e vão muito longe, e a literatura de Urda leva o leitor a viajar com ela, através das palavras que fluem da ponta dos seus dedos cheios de poesia. Ela tem o dom de cativar com a sua literatura, o dom de prender a gente com a sua narrativa. dinâmica e gostosa.

 

 

"VEM, VAMOS REMAR"

A Editora Hemisfério Sul Ltda. comunica aos apreciadores da boa leitura que já se encontra nas melhores lojas do ramo a quarta edição do livro “Vem, vamos remar”, de autoria da escritora Urda Alice Klueger.

A nova edição, revista e ampliada, traz-nos de volta os acontecimentos da Grande Enchente de 1983, em Blumenau. Não há o que se comemorar uma tragédia como foi tal Enchente – digamos, portanto, que se trata de uma edição rememorativa, agora que se passaram vinte anos. O livro saiu com um adendo, onde se conta o que aconteceu com cada personagem, desde então.

“Vem, vamos remar” é um livro todo de verdade, onde pessoas e acontecimentos são de verdade, e conta o que aconteceu dentro da casa da autora na ocasião.

Vejamos o que diz hoje a respeito uma das personagens do livro:


Passados vinte anos da grande enchente em Blumenau, reli "Vem, vamos remar", exatamente num dia de chuva torrencial, e todas as emoções vieram à tona. Senti-me novamente passando o período de enchente, com uma filha bebê, sentindo fome e frio, com toda a roupa úmida, inclusive a do guarda-roupas, sabendo que tantas outras pessoas estavam passando pelas mesmas dificuldades, ou talvez até maiores. Lembro-me bem da música de Geraldo Vandré, que adquiriu nova letra por conta do nosso drama; dos soldados, meninos que talvez nunca tivessem passado por nenhuma dificuldade na vida, e que depois de noites e dias, trabalhando para que a comunidade tivesse seus pertences a salvo, ou distribuindo sacos com sanduíches feitos com pão amanhecido, doados por algum supermercado ou padaria de outra cidade que não tinha sido atingida pelas águas, para matar a fome dos que nada tinham em casa para comer, também choravam de saudades da mãe, ou da mulher e filho. Chorei muito. Chorei tudo que guardei durante a enchente de 1983. E cheguei à conclusão que Urda teve a felicidade de contar com toda a verdade, todo o drama que nós, blumenauenses, passamos, não tendo água potável, comida e dignidade dentro da própria casa, apenas a água lamacenta da enchente.


Margaret Klueger

"CRUZEIROS DO SUL", DE CARA NOVA

 

Recebo, neste início de 2005, recém saído do prelo, "Cruzeiros do Sul", romance histórico da nossa romancista maior, Urda Alice Klueger, a moça loura de Blumenau, dos dedos cheios de poesia. Trata-se da segunda edição, de cara nova, toda revista, publicada pela Editora Hemisfério Sul, de Blumenau. A primeira saiu pela Lunardeli, de Florianópolis. E esta nova apresentação de "Cruzeiros do Sul" vai confirmar o sucesso da primeira, que já o converteu em mais um clássico da escritora.

 

 

 

Ode a Nhá Urda

Mª de Fátima B. Michels*

Rend-o-urdu-me...

Literalmente

Urda...Arde

Li-ter-ar-de!


Urda arte/urde Urda!

Orbe Urda

“urbi et orbi”

Olha a Urda! Hola Urda!

Salut! Shalom!Ciao!Hello! Hallo!


Ala da Urda/Alada Urda

Urda dura

Urdidura

Dura é Urda! É da Urda...

Bem-Ur da!

Ode a Urda

Ordem da Urda/Herdem da Urda

Ou Nhá Urda/Or the Nhá ...


Ishallah !

Urda ... é um bem... é zen ...


Édem ...

os sonhos teus...benza Deus!


Bença Urda!

Amém!

· Nota: Poema dedicado a escritora Urda Alice Klueger pelos seus 25 anos de literatura.

 

UM DEDO DE PROSA

 

Aconteceu no dia 29 de abril, no auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC, mais uma edição de UM DEDO DE PROSA, desta vez com a escritora URDA ALICE KLUEGER. O auditório ficou pequeno para o grande público que compareceu para assistir ao bate-papo/entrevista com a escritora de Blumenau, um dos nome mais importantes do romance catarinense, no estado e fora dele. Urda desmistificou, talvez, aquela coisa formal e acadêmica, que é uma palestra com um escritor ou intelectual, tornondo a coisa muito acessível, simpática, aconchegante, até. Aquele seu papo informal, mas ao mesmo tempo íntimo, cativou todo mundo. É claro que aí entram o carisma e empatia que Urda inegavelmente tem. A moça loura de Blumenau dos dedos cheios de poesia mudou a maneira de vermos um encontro com um escritor importante, como é o caso dela, e isso vai atrair mais espectadores para próximas edições.

 

 

 

Além do público em geral, estudantes e professores, escritores também prestigiaram o evento.

 

Escritora estimula jovens autores


Urda Alice Klueger encontra alunos da Escola Martin Stein, em Timbó
Histórias dos avôs, bisavôs, dos pais e de conhecidos do município foram à matéria-prima utilizada pelos alunos da 4a série da Escola Municipal Martin Stein, em Timbó, para escrever o livro "Recontando o Passado". A idéia de fazer uma coletânea de histórias dos familiares dos alunos e promover um "Chá de Leitura", durante o sétimo Dia da Integração Família e Escola, surgiu do livro "Nos Tempos da Bolacha Maria" (Editora Hemisfério Sul), lançado em 2002 pela escritora blumenauense Urda Alice Klueger, 52 anos.
A autora, que relata no livro histórias da infância, foi convidada para o "Chá de Leitura", quando conversou com 48 crianças que fizeram parte do projeto, sob a responsabilidade das professoras Rose Mary do Nascimento Agostine e Juliana Ropelatto. As dúvidas eram muitas e a hora passou voando, em companhia da escritora que já tem 13 livros editados.
Urda há 25 anos freqüenta escolas para bate-papos com as crianças. Mesmo sem ter filhos, a escritora diz que adora crianças e está acostumada a conversar com esse público, trocando experiências. Muito à vontade, no meio dos pequenos, ela lembrou como começou sua vida profissional e como é o seu trabalho.
As crianças, sempre muito ativas, ficaram quietas para ouvir a escritora, que lembrou aos pequenos que qualquer relato pessoal pode se tornar material para um livro. "Antigamente, as histórias contavam sobre a vida de generais, reis e outros personagens distante da realidade. Hoje, contamos fatos ligados ao nosso passado, de familiares, a partir do que ouvimos", explica. Na sua opinião, o relato dos alunos será uma poderosa ferramenta de história do município de Timbó, com aspectos nunca contados.
Entre os 13 livros publicados de Urda, apenas um é infantil - "A Vitória de Vitória" (Editora Lunardelli), lançado em 1998. Porém, "Nos Tempos da Bolacha Maria", é um conjunto de crônicas que pode agradar a todos. Por isso, a idéia foi aproveitada pelas professoras para incentivar os alunos a fazerem um resgate do seu passado.
Paralelamente a confecção do livro, os alunos também organizaram a exposição "Antigüidades", a partir de materiais e objetos recolhidos com seus familiares e vizinhos. Na exposição, há fotos de casamentos ocorridos há mais de 60 anos, um antigo vestido de noiva, ainda com a tiara e o colar de pérolas usado pela moça, ferro de passar roupa que funcionava com carvão, bules, xícaras, rádio e outros relíquias, que não deixam a história morrer. Cada pessoa que visitou a exposição lembrou de algum momento da sua vida.(jornal A Notícia)

Veja a transcrição da edição de "Um Dedo de Prosa" com Urda, clicando aqui

 

HOMENAGEM À URDA

Foi lançado na Furb, em Blumenau, o livro reportagem "RETRATO LITERÁRIO: URDA ALICE KLUEGER E O FAZER LITERÁRIO", de autoia da jornalista Camila Lourenço. Bem a propósito e em bom tempo uma biografia dessa escritora que representa tão bem a literatura catarinense. Aproveitando a oportunidade, publicamos poema em homenagem à escritora, da poetisa Maria de Fátima Barreto Michels.

 

TUA ROCA ...TUA ROÇA, TUA SINA.

Ma.de Fátima Barreto Michels

“_U...rda Alice! seu país de maravilhas!”

te sopraram aos ouvidos...

Que tens ... de ouvir

“_abre-te (épheta)!”

Foi o que te disseram à mente

que transformaste em pensar "continuum"

urde Urda! A roca te espera, tece, tece...

Planta, planta te espera ... a roça!

R...etira, em garimpo, meticuloso, constante,

cada partícula

Do teu cerne com mãos que tens de urdir

Escreve...escreve!

Camponesa de verdes vales...corre...corre

Só as donas dos burgos não plantam

Nem colhem...não tecem

Espetam seu dedos as tais princesas...

e ao lado das rocas

Dormem...dormem!

D á tua parte, em mil muitas, repartida,

sementes-palavra

Em tuas lágrimas regadas

É tua sina!

A ssim... assim ...teu país farás todo dia...

Voa...voa abelha

Urde...urde “aracne” fiandeira!

Chora... ri e goza...

beligerante...leoa ...

formiga belicosa!

Nota: Para a escritora Urda Alice Klueger pelas suas bodas de prata...

com a literatura catarinense

 

RETRATO LITERÁRIO DE URDA

Foi lançado em Blumenau, no final de 2004, o livro reportagem "Retrato Literário: Urda Alice Klueger e o Fazer Literário", de autoria da jornalista Camila Lourenço. Bem a propósito e em bom tempo uma biografia dessa escritora que representa tão bem a literatura catarinense. Urda, além de grande escritora, é também professora, historiadora e editora.

 

Urda e Luiz C. Amorim, numa noite de autógrafos em Joinville.

 

POETISA DA PROSA


Os romances de Urda têm o poder de prender o leitor da primeira à última página, fazendo com que a gente os leia de um fôlego só. Não importa o tema: a força narrativa da autora, a construção dos personagens, humanos e autênticos, o cuidadoso e minucioso trabalho de delinear os cenários, o engendramento da trama, consistente e verossímel, fazem de Urda a escritora mais importante desta Santa e bela Catarina.
Cecília Meirelles já disse, em seu “A Arte de Ser Feliz” que é preciso saber olhar para ver.” E Urda sabe olhar a natureza e ver que “a manhã vem com muitas brumas, mas depois o sol chega se espreguiçando todo de tanta beleza, devagar, com uma lentidão cheia de prazer, vai tocando a branquidão que o rio forma para o alto, para longe, de encontro aos morros distantes, onde elas acabam por se desfazer numa beleza transcendental... 

 

PEQUENA BIOGRAFIA DE URDA ALICE KLUEGER

A escritora e historiadora catarinense URDA ALICE KLUEGER nasceu em Blumenau, no estado de Santa Catarina, em fevereiro de 1952. Estudou o primeiro e o segundo graus em Blumenau e cursou Economia na Uniplac de Lages, mas não chegou a completar. Finalmente, licenciou-se e especializou-se em História.
Atualmente faz mestrado e realiza pesquisa sobre os Sambaquianos, antigos moradores de Santa Catarina entre 6.000 e 2.000 anos atrás. A pesquisa iniciou-se em 1997 e deve ir adiante por um bom tempo. Ela já gerou um trabalho de conclusão de curso, uma monografia de especialização e está gerando um romance-histórico, além de uma dissertação de mestrado.
Urda é membro da Academia Catarinense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil.
Obras publicadas:
- Verde Vale - romance-histórico - 1979 - em 10ª edição
- As Brumas dançam sobre o espelho do Rio - romance-histório - 1981
- No tempo das Tangerinas - romance-histórico - 1983 - em 7ª edição
- Vem, vamos remar - relato da enchente de 1983 - 1986 - em 4ª edição
- Te levanta e voa - romance - 1989
- Cruzeiros do Sul - romance-histórico - 1991
- Recordações de amar em Cuba II - 1995
- A vitória de Vitória - romance infantil - 1998 - em 2ª edição
- Entre condores e lhamas - relato de viagem a Bolívia e Peru - 1999
- Crônicas de Natal e Histórias da minha avó - 2001 - em 3ª edição
- No tempo da bolacha Maria - crônicas memorialistas - 2002

- Amada América - crônicas de viagem - 2003

- O Povo das Conchas - história dos sambaquianos que viveram em SC há seis mil anos - 2004

- Histórias d´além Mar - crônicas - 2005

- Viagem ao Umbigo do Mundo - crônica de viagem a Cusco, no Peru, de motocicleta - 2006

Participou de várias antologias, foi colaboradora de várias revistas e jornais. Publicou cento e cinqüenta crônicas no Jornal A Notícia de Joinville, aproximadamente cento e trina no jornal Expresso das Nove, de Açores, Portugal e mais outras dezenas no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis.

 

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