AUTORES CATARINENSES

CONTEMPORÂNEOS

 

LUIZ CARLOS AMORIM

 

 

LANÇADO NOVO LIVRO: COCÔ DE PASSARINHO

Manter um blog com o nome de "Crônica do Dia" me estimula a escrever todos os dias. E como o autor colabora com muitos jornais, pelo Brasil afora e até em outros países de língua portuguesa, publicando crônicas e artigos, produz sempre muitos textos sobre assuntos vários. Ele poderia até escolher um assunto para selecionar crônicas em torno de um mesmo tema, mas preferiu diversificar, para não cansar o leitor.
Então selecionou alguns dos muitos textos publicados no blog e em jornais e concretizou "Cocô de Passarinho", seu sétimo livro de crônicas. Por que "Cocô de Passarinho", a princípio um título impensável para um livro? Pois é o título de uma das crônicas, e o texto deve justificar o destaque muito bem, pois enfoca o assunto de um jeito diferente do esperado.
Animais, natureza, meio ambiente, cotidiano, cultura, arte, a emoção humana e o fato de deixarmos de ser humanos, às vezes, são os motes das crônicas reunidas em "Cocô de Passarinho", lançado em Joinville e em Jaraguá do Sul no mês de julho de 2011.
Como diz no seu blog, a prosa publicada lá, reunida neste e em outros livros seus são apenas início de discussão. As pessoas pensam diferente, umas das outras, e a troca de experiência e de opinião é que traz riqueza ao relacionamento humano. A visão de cada um pode tornar muito mais interessante a abordagem de um assunto
.

 

CRÔNICAS DE AMORIM NA COLEÇÃO "LETRA VIVA"

A coleção Letra Viva, lançada em 2010 em comemoração ao tregésimo aniversário do Grupo Literário A ILHA e de sua revista Suplemento Literário A ILHA, saiu com quatro volumes, inicialmente. Com lançamento em Florianópolis e Joinville, um dos volumes da coleção é "TERRA: PLANETA EM EXTINÇÃO", de Luiz Carlos Amorim, que reúne crônicas publicadas em diversos jornais, como São José em Foco, Roraima em Foco, A Notícia do Vale, Jornal da Manhã, O Norte de Minas, Jornal União, JMNews, Diário de Cuiabá, Diário de Pernambuco, Corrreio Bragantino, Tribuna News, Diário da Manhã de Goiania, A Notícia, O Estado de São Paulo, Jornal das Montanhas-MG, Repórter Diário, Correio do Povo, Correio do Litoral, A Tribuna de Criciuma, Folha do Espírito Santo, Conexão Tocantins, O Jornal de Alagoas, Jornal Feira Hoje, Gazeta de Aracaju, Correio Popular de Rondônia, Jornal MatoGrosso Norte, O Estado Acre, Diario do Iguaçu, O Riosulense, etc., nos últimos dois anos. São textos sobre diversos temas, preferencialmente sobre meio ambiente, natureza e literatura.

 

NOVO LIVRO DE AMORIM

APHRODITE E AS CEREJEIRAS JAPONESAS

Nas suas crônicas, geralmente, o autor fala de cultura, de
literatura, de artes. Às vezes, envereda por assuntos mais
pessoais, mais intimistas, mas como atualmente o ritmo da
produção de textos tem sido um pouco mais intenso, pois
escreve todos os dias para o seu blog CRÔNICA DO DIA,
em http://luizcarlosamorim.blogspot.com , ele tem abordado
temas mais cotidianos, falando até sobre política.

O autor de "Aphrodite e as Cerejeiras Japonesas" publica em muitos jornais,

alguns catarinenses, outros por todo o Brasil e até alguns no exterior, como em Cabo
Verde, Portugal, Chile, etc. Essa é mais uma razão para que
as crônicas sejam sobre assuntos diversificados.

Em Santa Catarina ele é cronista fixo dos jornais A Notícia, Correio do Povo, Diário do Iguaçu,

Correio Lageano, São José em Foco, Diário do Litoral. No Paraná, no Jornal da Manhã,

de Ponta Grossa, Jornal União de Londrina. E
em dezenas de outros jornais de todos os estados brasileiros, ele
publica artigos e crônicas semanalmente.

De maneira que este é o sexto volume de crônicas que
publica. Já publicou "Livro, Leitores e Escritores", "Livro: A
Perenidade da Palavra", "Saudades de Quintana", "Borboletas
nos Jacatirões" e "A primavera Sempre Volta".

Neste livro, não se atém a um ou dois assuntos
específicos, como nos anteriores: alguns são só sobre literatura,
outros sobre literatura e cotidiano e outro reunindo
prosa poética, mais intimista. Em "Aphrodite e as Cerejeiras
Japonesas", Amorim aborda literatura, música, cinema, dança, política
cultural, a vida na cidade e a vida no interior, o tempo,
as estações, mudanças climáticas, jornalismo, viagens, corrupção,
impunidade, educação, saúde, segurança, natureza,
animais de estimação, reforma ortográfica, ecologia, Quintana,
doações destruídas, fala até de pedágio.

As crônicas deste livro são quase um registro do que

tem acontecido a nossa volta e pelo mundo, nos últimos
tempos.

 

OUTROS TÍTULOS, NOVAS EDIÇÕES

O LIVRO DE NATAL, publicado inicialmente pelas Edições A ILHA, já está na terceira edição, agora publicada pela editora Clube de Autores. Ele pode ser comprado na loja virtual da editora, em Http://www.clubedeautores.com.br . Ele contém contos, crônicas e poemas do autor sobre o Natal e dará origem a um novo livro só de contos de Natal.

 

AMORIM LANÇA 23º LIVRO: 'BORBOLETAS NOS JACATIRÔES"


O livro "Borboletas nos Jacatirões", de Luiz Carlos Amorim, recém saído do prelo com o selo da Hemisfério Sul Editora, foi lançado no dia 11 de agosto em Joinville, no dia 14 de agosto na FURB, em Blumenau e no dia 4 na Feira do Livro de Palhoça. Em outubro, será lançado na 1ª Feira do Livro de São José. Trata-se do 23º livro do escritor, intitulado “Borboletas nos Jacatirões”, uma coletânea de crônicas memorialistas, intimistas, que enfocam desde a infância até as impressões mais recentes do autor.

O livro "Borboletas nos Jacatirões", como diz a escritora e editora Urda Alice Klueger, na orelha do mesmo, é "como que uma vitrine" da obra do autor: "desde as lembranças do menino Amorim até os bastidores da literatura, ao qual o público leigo dificilmente tem acesso, passando por magníficas coisas como seus textos sobre Mario Quintana." Devidido por temas, o livro traz ainda capítulos sobre Natureza, Família, Tempo de Festas, Saudades e Esperança, Infantil (texto para criança), Trajetória (do autor e do grupo literário que ele lidera) e Informativo (sobre literatura), em cerca de cinqüenta textos da mais pura sensibilidade.

O autor é fundador e coordenador do Grupo Literário A ILHA, que atuou em Joinville por quase vinte anos, tendo completado 27 anos de atividades em 2007. É, também, o editor das Edições A ILHA, que publicam a revista Suplemento Literário A ILHA, já na edição de número 102 e do Portal Prosa, Poesia &¨Cia, em Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia .

No prefácio do livro, o escritor Enéas Athanázio afirma: "LUIZ CARLOS AMORIM é um cronista típico, produzindo de maneira incansável e contínua as mais variadas e curiosas páginas captadas ao longo destes anos. Este livro, agora lançado, é uma prova, revelando na sua diversidade quanto ele colheu em suas andanças terrenas nestes últimos tempos, com sensibilidade aguçada e sentimento sincero diante de situações tantas vezes absurdas engendradas pela realidade. Aqui ele se volta para a infância, própria e alheia, revivendo momentos inesquecíveis; recorda a vida em família, no aconchego da casa e no convívio fraterno; desenha em palavras a natureza que o cerca, sempre tocado pela paisagem, o sol radiante, o céu azul, o verdor das árvores, a beleza das flores, o som das cachoeiras da terra natal; o espírito natalino, outra constante em seus escritos; a nostalgia dos grandes momentos; a esperança imorredoura em dias melhores; a admiração pelos "monstros sagrados" que todos temos; um volver de olhos para a própria trajetória de homem e escritor, o trabalho realizado, os bastidores da literatura, a crítica e a permanente preocupação com a difusão do livro e a cultura em geral, assuntos que têm sido uma quase obsessão nas suas palavras. Tudo isso e muito mais vai o leitor encontrar nestas páginas repletas de vida, idéias e sugestões."

 

Trecho do livro:

" (...) Então me dou conta de que meu dia triste já se iluminou com as cores do jacatirão, me dou conta de que posso pegar as cores das pétalas da minha amiga árvore, mais todas as cores do sol que não veio e pintar borboletas esvoaçantes dentro dos meus olhos e dentro do meu coração.

E deixo minhas borboletas alçarem vôo para fora do meu olhar e pousarem em meu pé de jacatirão.

(...) aquele não era um dia qualquer: era uma manhã de domingo, iluminada e feliz, com as minhas flores de jacatirão e as borboletas de Quintana. (...) Nada como um vôo de borboleta para transformar qualquer dia em domingo, mesmo que esse dia seja mesmo domingo e mesmo que essas borboletas sejam pintadas com as cores do sol e das flores de jacatirão, dentro dos olhos de um poeta triste (...)."

(Luiz Carlos Amorim)

 

BORBOLETAS NA ILHA

Cissa de Oliveira

Eu estive lendo – e creio que sempre estarei – Borboletas nos Jacatirões de Luiz Carlos Amorim (Ed. Hemisfério Sul, Blumenau, 2007). O próprio autor nos expõe numa das crônicas, “a poesia não está confinada no poema”. Ocorre que era isso exatamente o que eu sentia, embora de maneira indefinida, enquanto redescobria em mim, através das letras dele, como é mesmo que se faz para desnudar a alma. E se cada um haverá de ter um jeito, por certo todos haverão de ter, fundamentalmente, algo em comum: a naturalidade, característica mais do que evidente no referido livro. Essa naturalidade em Luiz Carlos Amorim fez com que eu sorrisse, chorasse, me surpreendesse, enfim, que eu me emocionasse.

Uma das minhas primeiras impressões foi a de que a proposta do livro seria a de mostrar um apanhado tanto da vida quanto da literatura do autor, seja devido à organização do mesmo em capítulos cujos títulos demonstram um arranjo cronológico, seja pelas temáticas que esses capítulos encerram. Agora eu faço uma pausa para dizer que independente de qualquer divisão ou estilo de apresentação – uma belíssima apresentação aliás -, tudo no livro remete a uma das mais belas declarações de amor à terra e às coisas da terra – destacando-se o grande lírico Mário Quintana. Que bom Luiz Carlos Amorim, que bom, que em meio aos jacatirões, aí no Sul, você reverenciou e imortalizou ainda mais o nosso – se me permite – menino Quintana.

A minha segunda impressão veio com ares de confirmação, e muito antes de encerrar a primeira leitura de Borboletas nos Jacatirões. Ela é a seguinte: a trajetória de vida e a de literatura em Luiz Carlos Amorim sempre estiveram misturadas, confundidas mesmo; portanto, impossíveis de se dissociarem algum dia. O que faz um menino que escolhe, entre tantas opções próprias da infância, ouvir fábulas no rádio? Por mais que ele não pressinta, é poesia o que ele faz. O que faz o adulto que devolve às árvores dos jacatirões, em forma de borboletas, toda a beleza que as flores despertaram nele? Poesia! Por isso, seja enquanto conta da infância, da família, da natureza, dos outros poetas ou da trajetória literária, na verdade o autor nos fala o tempo todo da magia - inclusive quando nos desvenda os bastidores da literatura - e porque não dizer, da poesia viva que é a literatura.

Por certo, algum crítico, coisa que nunca serei, falará com mais propriedade sobre o Borboletas nos Jacatirões. Ainda assim, eu não me furtaria em falar das flores que eu vi por lá e de como, com as borboletas, alada ficou toda a “ilha”. Reitero a afirmação da escritora Urda Alice Klueger: “... nem todos os dias saem livros assim...”.

Sim, eu continuarei lendo o Borboletas nos Jacatirões. Nem sempre aos domingos, mas será como se fosse.

 

BORBOLETAS NOS JACATIRÕES e LUIZ CARLOS AMORIM.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes


Luiz Carlos Amorim, prosador de finíssima poesia, tem um especial amor pelas natureza e ama as flores de forma explícita em seus escritos.
Um dos prazeres de 2007,foi receber seu encantador BORBOLETAS NOS JACATIRÕES.
A capa,de Jonnny H.Kamigashima, tem o poder de, na concepção artística, literalemente colocar o autor entre flores e borboletas.

Quando lhe escrevi sobre a palavra "jacatirão", segui-se uma troca mui rica, onde eu falava de manacás-da-serra(conforme os conhecia aqui na Minas Gerais), ele me enviava fotos tiradas por ele mesmo, dos jacatirões.
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BORBOLETAS NOS JACATIRÕES é da Editora Hemisfério Sul, em cujo Conselho Editorial está a Urda Alice Klueger, de quem temos publicado textos em meu blog (http:itaquatiara.blogspot.,com),Viegas Fernandes da Costa e Enéas Athanásio. A consultora de Português da editora é Daise Fabiana da Costa. Considero da maior importância essa consultoria. Muitos selos bem intencionados não submetem a obra ao olhar experiente de quem pode fornecer um parecer abalizado ao autor. A editoração é do capista mencionado, Kamigashima.

Cronista por excelência, Luiz Carlos Amorim, do Grupo "A Ilha", catarinense com formação na faculdade de Filosofia,Ciências e letras de Joinville,é no Brasil, um dos pioneiros na ocupação de espaços públicos, urbanos, não convencionais, para a apresentação da POIESIS:

São dele os projetos:

POESIA NO SHOPPING
POESIA NA RUA
POESIA CARIMBADA
PACOTE DE POOESIA
POESIA NA ESCOLA.

O Grupo Literário "A Ilha", dá um perfeito modelo de resitência,(qual o PSIU PoÈTICO, em Montes Claros ,MG):Mais de duas décadas (quase três, na verdade), de vpárias ações e intervenções de sucesso.
A idéia do Varal de Poesia, tão sobejamente imitado ( felizmente), tirava o Poeta de uma redoma , poemas de gavetas e o levava para apresentações publicas, emn saraus, praças, bares, enfim , onde a voz pudesse ser erguida.isso uniu sobremaneira os poetas, abriu-lhes oportunidades e levou o gosto pela Poesia além dos limites de um ócio que não mais pode ser aceiro.É tendência mundial que as Artes e as Letras invadam perspectivas vpárias urbanas, entrosando o cidadão comum com autores e obras.BORBOLETAS NOS JACATIRÕES, um dos 22 livros de Luiz carlos Amorium, apresenta ao leitor a esplanação leve e descontraída de seu autor.As rememórias unem-se a informações úteis e interessantes.Todas as relembranças de infância nos trazem , bem além da nostalgia, a devolução desse prórpio período de vida.Há uma certa nostalgia, mas sempre permeada de enrgia e experiências de vida.O autor sabe tocas a alma do leitor:

(...)"Acho que gostaria de ter um dia,apenas mais um dia para mim e meu pai,para que pudéssemos preencher esse vazio,essa falta de alguma coisa que poderia ter sido,mas não foi,poderia ter existido,mas não existiu,poderia ter acontecido, mas não aconteceu.essa sensaçãode amor contido,desperdiçado.perdido.
Sinto saudade de ter saudade de meu pai".

O cronista é de uma filosofia de vida clara e consitente.O estilo jamais cansa, é agradéval e ,muitas vezes, comovente.Colore e movimenta com os pensamentos papilonáceos, que tanto pousam em copas floridas, quanto descem às beiras de rio, pulsam em beirais,e, vibrantes, ascendem no espaço.
Belo livro.

 

NOVO LIVRO DO AUTOR

Está sendo lançado, nas Feiras do Livro de Joinville e Florianópolis, em abril e maio, o livro "ESCRITORES CATARINENSES E O GRUPO LITERÁRIO A ILHA", de Luiz Carlos Amorim, história da literatura de um grupo que ajudou a fazer a história da Literatura Catarinense nas últimas três décadas.

O livro, reunindo biografia, bibliografia, alguma fortuna crítica (alguns comentários estão assinados e os que não estiverem são do autor desta obra) e uma pequena amostra da obra de escritores que passaram ou que estão até hoje no Grupo Literário A ILHA, foi idealizado para ser publicado em comemoração aos vinte e cinco anos de atividades dessa que é a entidade mais perene do gênero em nosso estado. Mas a coleção "Poesia Viva" já estava sendo organizada e os doze volumes foram lançados quando saiu a centésima edição da revista Suplemento Literário A ILHA, ficando o livro "Escritores Catarinenses e o Grupo Literário A ILHA" em trabalho de coleta de dados. E agora vem a lume, quando o grupo completa 28 anos de existência.
Um volume reunindo quarenta e quatro escritores catarinenses que surgiram no Grupo Literário A ILHA, passaram por ele ou ainda continuam nele. Quarenta e cinco com o autor.
É certo que muitos outros escritores passaram pelo grupo, nestes vinte e oito anos de atividades ininterruptas, mais de uma centena deles, provavelmente. Há escritores de outros estados e até de outros países, mas aqueles nascidos ou radicados aqui em Santa Catarina que não constam deste documento são os que tiveram uma passagem não muito longa e não continuaram produzindo, ou saíram do grupo e preferiram recomeçar tudo, sem mencionar sua passagem pela ILHA em seu currículo, então respeitamos essa decisão.
Temos nomes expressivos no grupo, pessoas que não começaram nele mas participaram ativamente desde o seu início, como Enéas Athanázio, Urda Alice Klueger, Else Sant'Anna Brum, e ainda Wilson Gelbcke, Iaponan Soares, Celestino Sachet e outros.
Também neste volume, dois artigos sobre a trajetória do grupo AILHA e uma resenha sobre a divulgação de nossos escritores nas escolas, um estudo sério comprovando alguns motivos pelos quais a literatura produzido em nosso estado não é mais lida: as nossas escolas não lêem os autores da terra.
Este quase antologia - porque além das informações sobre cada autor traz também uma "pitada" da sua obra - talvez possa ser considerada uma pequena contribuição no que diz respeito a fornecer informações sobre novos escritores que estão despontando em nosso estado e atualização dos dados daqueles que já eram conhecidos, enquanto não saem novas edições de obras como "A Literatura Catarinense", do professor Celestino Sachet e "A Literatura de Santa Catarina", do professor Lauro Junkes.
Este é o registro da marca que a reunião de praticantes e amantes da literatura dentro do Grupo Literário A ILHA deixaram e estão deixando na história da Literatura Catarinense.

 

BIOBIBLIOGRAFIA

 

Luiz Carlos Amorim é natural de Corupá(SC), onde nasceu em 16 de fevereiro de 1953. É formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Joinville. Bancário, reside em São José, na Grande Florianópolis. É fundador e coordenador do Grupo Literário A ILHA, que completou, no ano de 2007, VINTE e SETE anos de existência e resistência – único órgão cultural a permanecer tanto tempo na luta. É editor das Edições A ILHA, com mais de 50 títulos já publicados, além do Suplemento Literário A ILHA, revista trimestral que reúne a produção dos integrantes do grupo, de escritores do estado, do país e até do exterior, indo para a sua 102ª edição. Tem 23 livros publicados e o vigésimo quarto está no prelo para ser lançado no próximo ano: "Escritores Catarinenses e o Grupo Literário A ILHA".

Amorim participou de mais de dezoito antologias no Brasil e quatro em outros países. Publica trabalhos em várias revistas e jornais no Brasil e exterior - tem trabalhos publicados na India, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Itália e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol, bengalês, grego, russo, italiano - além de colaborar com vários portais de informação e cultura na internet.

 

Leia "A SAGA DE UM CENÁCULO E SEU IDEALIZADOR", um ensaio do escritor Enéas Athanázio sobre o autor.

 

Tem 21livros publicados e participação em várias antologias nacionais e internacionais. Sua obra: "Velhas Histórias Jovens" – contos; "Pedaços" – contos, na segunda edição; "Canção de Amor" – contos, também na segunda edição; "Vida, Vida" – contos, publicado no Rio de janeiro, em edição nacional; "Minha Poesia Menina" – poesia, já na terceira edição; "Canção de Amor" - poemas, publicado pela Editora Lunardelli, de Florianópolis; "Canção da Esperança I" e "Canção da Esperança II" – poesia.

"A COR DO SOL" EM TRÊS VERSÕES

"A Cor do Sol" – poemas, publicado em Florianópolis pelas Edições Cepec; "The Poet" – poesia, publicado nos Estados Unidos pela IWA, com os poemas na versão original, em português; "The Color of the Sun" – versão em inglês de "A Cor do Sol", publicada nos Estados Unidos pela IWA em co-edição com as Edições A ILHA; "El Color del Sol" – versão em espanhol do mesmo livro, lançado na Espanha em 98 e em Cuba, na Feira do Livro do Projecto Sur, em fevereiro de 2000.


Um dos livros de maior sucesso, "Meu Pé de Jacatirão", está na terceira edição e terá versões em inglês e espanhol, já em fase de tradução pela professora Selma Franzoi de Ayala, que também traduziu "A Cor do Sol".

 

LIVRO INFANTIL

O primeiro livro infantil do autor, "FLECHA DOURADA", está pronto para ser publicado. O livro irá para o prelo no início deste ano e estará pronto para ser lançado na Feira do Livro de Florianópolis e na Bienal do Livro do Cone Sul, em 2003. Em seguida, ele será lançado, também, no Dia da Criança, junto com a quarta edição de “Meu Pé de Jacatirão” e a edição trilingüe de “A Cor do Sol”. 
Flecha Dourada é um pequeno índio brasileiro que vê o homem branco invadir a sua terra e a sua vida, destruindo sua cultura e ameaçando a sobrevivência da sua gente.
Os desenhos e a capa do livro são da artista plástica Solange Gerloff.


 

NOVO LIVRO DE CRÔNICAS

Luiz Carlos Amorim lançou, na Feira do Livro de Florianópolis de 2002, uma seleção de crônicas publicadas em jornais, revistas, sites e portais literários e jornalísticos. Trata-se de "LIVRO, LEITORES E ESCRITORES". O autor é colaborador de dezenas de publicações, e o livro, de 88 páginas, reúne uma pequena parte dos textos veiculados sobre o tema. Pedidos podem ser feitos ao e-mail lc.amorim@ig.com.br .

"LIVROS, LEITORES E ESCRITORES"

Enéas Athanázio

Luiz Carlos Amorim acaba de publicar o volume "Livros, Leitores e Escritores" (Edições A ILHA - Florianopolis - 2002), reunindo inúmeras crônicas. A tônica da nova publicação do líder do Grupo Literário "A ILHA" é a preocupação com o livro no País e, acima de tudo, no Estado. O livro como instrumento de difusão de cultura e de aprendizado, como objeto de prezer estético, como produto e como técnica, está em todas as páginas. Não seria exagero dizer que ele levanta, trabalha, come e dorme com o livro bailando na cabeça. É um abnegado nem sempre observado com atenção pelos que vivem o mundo da cultura e das letras. Aqui ele aborda a leitura e os meios de aumentá-la, o mercado editorial, a distribuição e a venda de livros, as editoras, livrarias e bibliotecas, o livro como presente, o livro e a escola, a literatura em geral, o conto, a crítica literária, a literatura infanto-juvenil, o livro e a solidão, a literatura e o cinema, os livros itinerantes, a poesia, as bienais e as feiras, as apostilas, o livro e a internet, o escritor e o Estado, o livro e o vestibular, o preço do livro, os "best-sellers", as antologias, os escritores de ontem e de hoje e, naturalmente, a constante preocupação com o leitor. A poesia, que parece ser de sua preferência, é olhada de todos os ângulos. Trata ainda de alguns autores específicos, inclusive aqui do Estado, e examina o panorama catarinense das letras e do livro. É, enfim, o livro de um escritor engajado na campanha livreira em nosso Estado, esbarrando com as difíceis condições por aqui imperantes. Mas ele não perde a fé e continua pregando, como vem fazendo há mais de vinte anos à frente do Grupo Literário A ILHA. Grande Amorim, seu esforço merece ser reconhecido e proclamado. (In "Autores Catarinenses"-Blumenau em Cadernos)

 

LIVRO: A PERENIDADE DA PALAVRA

É este o título do segundo livro de crônicas de Luiz Carlos Amorim, lançado na Feira do Livro de Florianópolis, ocorrida no mês de setembro de 2003. O livro tem 80 páginas e leva o selo das Edições A ILHA, abordando mais uma vez o tema livro, sob os seus mais variados aspectos. abaixo, crônica do próprio autor sobre a obra:

O LIVRO, PERENE COMO
A PALAVRA

Por Luiz Carlos Amorim

Ter o compromisso de escrever semanalmente para o Coojornal, espaço que abriga colunistas diversos, que abordam variados temas, no portal RIO TOTAL, provocou o surgimento do livro de crônicas "LIVROS, LEITORES E ESCRITORES", em 2002. De lá para cá, muitas outras crônicas foram escritas, estão sendo escritas e serão escritas, sempre focalizando algum ângulo do assunto que eu considero inesgotável: o livro, seus leitores e seus autores. Há o livro literário, o livro didático, o livro técnico, o livro esotérico, etc, e todos eles merecem a nossa atenção. As coisas relacionadas com o livro, como as bibliotecas, as editoras, as livrarias, as escolas, as academias, a televisão, as feiras, as diferentes mídias para abrigar ou veicular as obras literárias, os sebos, as "políticas culturais", os diferentes públicos a se alcançar, tudo deve ser colocado em discussão.
Por isso, colaborar com portais na internet como o Rio Total, Web Canal, Vânia Diniz, Usina de Letras, Nave da Palavra, Palavreiros, Academia Literária, Notívaga Noturna, Postal Clube, Prosa, Poesia & Cia., Boletim Cult, RickMarc News, Boletim Nascente, Sobresites, Acontece em Sorocaba, Blocos, A Arte da Palavra, etc, é muito importante, pois propicia um incentivo à produção constante.
Está aí, então mais uma coletânea de crônicas, que chamei de "Livro: A Perenidade da Palavra". Pra que melhor que o livro para tornar a palavra perene? É claro que existem meios digitais para armazenar quantidades imensas de texto, atualmente, mas vai demorar muito tempo até que o livro, como o conhecemos hoje, seja substituído na mão do leitor.

 

NOVOS TÍTULOS

 

 

Em 2004, foram publicados três novos livros do autor: o "LIVRO DE NATAL", coletânea de contos, poemas e crônicas natalinos, "NAÇÃO POESIA", antologia de poesia, reunindo seleção de poemas dos seis livros de poemas anteriores e "EMOÇÃO NÃO TEM IDIOMA" - edição trilingue de "A Cor do Sol", com os poemas em inglês, português e espanhol. Em 2005, foram lançados, também, um novo livro de crônicas - "SAUDADES DE QUINTANA" uma antologia de contos, "A LUZ DE SEUS OLHOS".

 

SAIU O LIVRO "A PRIMAVERA SEMPRE VOLTA"

O Grupo Literário A ILHA comemorou a centésima edição do Suplemento Literário A ILHA na Feira de Rua do Livro de Florianópolis, no Largo da Alfândega, em maio de 2007, fazendo o lançamento desta revista, do livro de crônicas “A Primavera Sempre Volta”, de Luiz C. Amorim e da coleção “Pesia Viva”, composta de doze volumes de poemas de integrantes do grupo.

Sobre o novo livro de Amorim, "A Primavera Sempre Volta" - 86 páginas, Edições A ILHA, o professor Celestino Sachet escreve na apresentação: "As peças deste novo livro – dos vinte e tantos que Luiz Carlos Amorim já publicou, até agora – giram em torno do eixo da Memória, embalado pela trindade: Infância, Árvore, Natal. Difícil privilegiar qualquer um dos temas pela adequação com que a Idéia trabalha o texto e a Palavra submete a frase. Mas parece evidente que a Árvore ocupa um lugar privilegiado. Entre a Árvore e o Autor ocorre uma profunda comunhão – até no sentido teológico -, como no caso do jacatirão, do ipê e da figueira. No texto "A figueira e a praça", o fascínio do Autor pela Árvore da Praça Quinze, aqui de Florianópolis, explode em fagulhas de louvores e até de adoração, quando debaixo dos frondosos galhos, o cronista mergulha em êxtase poético ao aceitar-lhe o convite de se aproximar para sentir-lhe o contato amoroso expresso por um sorriso convidativo.E a Árvore entende que o cronista está feliz porque ela vive a mesma satisfação. Aliás, a crônica que abre o livro leva como título "Minha amiga árvore". Essa capacidade de transformar tudo em poesia perpassa cada uma das crônicas. Ah! E tem mais. O leitor vive a experiência de ter entre as mãos um livro envolvido com temas da natureza e da cultura catarinenses."

 

PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS BRASILEIRAS E ESTRANGEIRAS

Participou de várias antologias, no Brasil e no exterior, como "Escritores do Brasil" – Rio de Janeiro; "Selected Writings" – Colorado, Estados Unidos; "" Poesia, Lucidez e Fantasia"- Blumenau(SC); "Feira de Contos" – Joinville; "Poetas Brasileiros de Hoje" – Shogun Arte, São Paulo; "Um Toque de Poesia" – Joinville; "Poesia Sertaneja"- Editora Lunardelli, Florianópolis; "Poetas da Praça I" e "Poetas da Praça II" – Joinville; "Mar, Poema e Imagem" – FCC Edições, Florianópolis; Antologia da Nova Poesia Brasileira" – Fundação Rio, Rio de Janeiro; "Poesia Viva"- Edições A ILHA – Joinville; "Poetas da Cidade", "Poesia do Mar" e "A Nova Poesia do Norte Catarinense" – Edições A ILHA – Joinville, "Poesia Catarinense do Século XX " - Coleção Poesia Brasileira, organizada por Assis Brasil, Editora Imago, Rio. Está na antologia brasileira que foi lançada na Feira do Livro de Cuba, em janeiro de 2000 - "Poesia Brasileña para el nuevo milênio" e seu livro "El Color del Sol", versão para o espanhol de "A Cor do Sol" também foi lançado lá. Está na antologia "UK Brasil - Antology of Poems", publicada em Londres, em 2003. Publica artigos, crônicas, contos e poemas em várias revistas pelo Brasil e exterior, como "New Wave", ‘International Poetry", "Magazine Literaire", "Hot for Spring", americanas e "Poetcrit", publicada na Índia. Assina, ainda, cinco colunas literárias em jornais de Santa Catarina.

 

 

A OBRA DE AMORIM NA INTERNET

O autor publica artigos sobre cultura e literatura, crônicas, contos e poemas em vários sites e portais jornalisticos, literários, culturais e de variedades na grande rede. Tem colunas fixas, em alguns e participações semanais em outros. É colabordor do Portal Rio Total (www.riototal.com.br/coojornal.htm), Site de Vânia Diniz, com a coluna Letras (www.vaniadiniz.pro.br/coluna_luiz_carlos_amorim1.htm), WebCanal, portal de arte e cultura (www.webcanal.com.br/colunas/cultura.html), Tablóide Práxis, jornal on-line de opinião (www.praxis.com.br), ortal Palavreiros de cultura e literatura (www.palavreiros.hpg.ig.com.br), Jornal Leitores & Livros, jornal sobre livros impresso e on-line (www.leitoreselivros.com.br), Site A Arte da Palavra, de poesia e literatura (www.aartedapalavra.hpg.irg.com.br), Usina da Palavra, site de textos jornalísticos e literários (www.usinadeletras.com.br), Notívaga Noturna, portal de poesia e literatura (www.notivaganoturna.com), Palavrarte - site de cultura e poesia (www.palavrarte.com.br), Academia Literária, um site que é uma academia literária virtual (www.academialiteraria.com.vr/academicos.asp?acad=123), Nave da Palavra, site literário (www.navedapalavra.com.br), Boletim Cult, site de informação sobre cultura (www.sylviapellegrino.com.br) e outros.


O POETA DO JACATIRÃO


Prefácio de Urda Alice Klueger para "Meu Pé de Jacatirão"


Deve fazer para mais de 15 anos que conheço o escritor Luiz Carlos Amorim. Conheci-o na época em que tive a felicidade de publicar um primeiro livro, ocasião em que Amorim ainda vivia na Ilha de São Francisco do Sul, onde publicava uma das raras revistas literárias do Estado, "A ILHA".
Luiz Carlos Amorim é um lutador. De quase tudo aconteceu neste país nos último quinze anos e, se considerarmos apenas a instabilidade econômica, ela sozinha já era motivo para desestimular muita gente e muita coisa, mas Amorim nunca desistiu de sua luta: ele mudou de cidade, foi morar em Joinville, mas sua revista "A ILHA" foi com ele, continuou sendo publicada, continuou abrindo espaço para todos os que fazem literatura, deu um empurrão em muitos "novos", divulgou os "velhos" e neste momento, tenho o prazer de ter, aqui do meu lado, o número 59 da revista, datado de dezembro de 96. Desconheço outra revista literária, em Santa Catarina, que tenha atingido o número 59.
Só pela "ILHA", já se aquilata o quanto Amorim é um lutador. Nosso amigo tem presenteado Santa Catarina, também, com seus livros. Quantos são? Já não sei mais, perdi a conta de quantos livros ele publicou nesse tempo, livros cheios de sensibilidade e emoção, que tem um público fiel.
Desta vez, ele nos vem com "Meu Pé de Jacatirão", livro a anos sonhado por ele, tantas vezes comentado! Eu nem vou falar sobre o livro: você tem que lê-lo! Talvez você nunca tenha percebido quantos pés de jacatirão existem na sua cidade, mas com certeza, depois do livro de Amorim você nunca mais deixará de percebê-los!

 

ÁRVORE-FLOR


Luiz Carlos Amorim


Meu pé de jacatirão
caiu semente em mim
brotou viçoso e verde,
ficou raízes,
cresceu frondoso
e desabrochou,
floresceu cores.
Pintou de branco,
rosa e vermelho
todo o chão
do meu coração...


POESIA COM COR DE JACATIRÃO


Por Enéas Athanázio (escritor e crítico literário)
Prefácio para o livro "A Cor do Sol"


LUIZ CARLOS AMORIM, contista e poeta, é um escritor que acredita na literatura. Escrever, para ele, não é ato de mero diletantismo; mas alguma coisa vital, essencial, indispensável em sua existência. Com persistência invejável, vai produzindo contos, poesias e artigos que publica com freqüência nas páginas dos jornais, nas obras coletivas e nos livros individuais.Mas ele não se limita a escrever. No correr dos anos transformou-se em incansável agitador cultural, promovendo lançamentos de livros, apresentações, recitais e outros eventos literários, destacando-se entre eles a edição do suplemento "A ILHA", desde os tempos de São Francisco do Sul, e que vem resistindo até hoje graças a um esforço que só merece aplausos. O suplemento, com toda certeza o mais antigo e conhecido do Estado, divulgou entre nós inúmeros escritores, novos ou não, catarinenses e de outros recantos do país. Numa época em que o espaço para divulgação da literatura é escasso, "A ILHA" vem desempenhando importante papel.Neste novo livro, Amorim reúne um conjunto de poemas de sua produção mais recente. Neles o poeta cultiva a simplicidade, nome aliás, de duas das poesias, como regra geral. Não pretende trilhar os caminhos do hermetismo, tão constante nos poetas de hoje.. Sua forma de expressão é direta, clara, despida de pretensões eruditas. "Gosto das coisas simples" - diz ele com ênfase, numa declaração que bem define seu livro, onde abundam aquelas coisas singelas, para as quais o atarantado homem moderno parece não tem olhos. O sorriso da criança, as águas claras no rio (cada vez mais raras), as florestas, as árvores (especialmente o jacatirão), a terra, o mar e o sol, formando o fundo suave de aquarela que o poeta não se cansa de evocar.Mas, ao lado dessa pureza, sua poesia ressuma sinceridade. Não é aquela arte construída, elaborada à custa de pura técnica e com base em conceitos teóricos. versos simples ele sabe colocar e Nesses transmitir o sentimento verdadeiro, que se sensibilidade do leitor. Assim é quando expõe com clareza à confessa o amor que se ouvido, na mistura do "eus" ao embalo compraz no segurar da mão, no sussurrar ao da consegue ser feliz a despeito de tudo. O chuva que cai lá fora. Por isso, sensível às pequenas coisas, amor, a amizade, a natureza, o horror à solidão - outro dos males modernos - sustentam essa felicidade. "A felicidade existe sim; é só saber encontrá-la" - afirma convicto.Essa felicidade procurada, encontrada, não é indiferente. Embora feliz, cultivando seu mundo particular, harmonioso e sereno, olha para fora e se inquieta com o que vê, inconformado com o pouco que pode fazer. O coração do poeta, porém, é teimoso e conserva a esperança de que sua poesia possa ajudar o ressurgimento de um mundo melhor, mais festivo, frondoso, majestoso e colorido como aquela árvore tão constante nos seus versos, cuja sombra benfazeja se torne uma festa de amor e cor para todos os homens da terra.Por tudo isso, a leitura deste livro, além de exercício agradável, é um sopro de otimismo neste mundo conturbado em que nos é dado viver.
Um poema do livro: 


VOCÊ


Luiz Carlos Amorim

Você, ah, você,
que invade meu coração,
infiltra-se no meu sangue
e aguça os meus sentidos...
Vem, me afaga, me afoga,
nessa fuga desenfreada
do mundo fora de nós.
Vem e pisemos juntos
este caminho só nosso
para o país do amor.

 

“VIDA, VIDA”


Por Celestino Sachet Prefácio para o livro “Vida,Vida”

 

Os contos de Luiz Carlos Amorim não precisam de apresentação e, muito menos, precisam da leitura do professor ou do crítico. E, diante deste “VIDA, VIDA”- vinte e cinco estórias da vida publicadas no Rio de Janeiro a nível nacional – temo correr o risco de elaborar um discurso que se distancie do fundo e da forma das personagens que atravessam as páginas do escritor do norte catarinense.Nem por nada, um bom número de suas estórias vem narrado em primeira pessoa. E a gente sente, em Luiz Carlos Amorim e na pessoa que narra e vê a diegese, a gente sente uma vontade forte de consertar os desmazelos desta nossa sociedade injusta.
Dos pequenos (grandes) dramas aos grandes dramas dos pequenos, as personagens peregrinam pelo mundo de suas dores e seus temores, numa recriação das páginas bíblicas onde José (mais um), do conto “Fraternidade”, é a soma de todos os operários despedidos e é o índice de todos os sem-casa a buscarem abrigo debaixo de pontes, as modernas manjedouras deste nosso tempo urbano, com dinheiro para se movimentar, doado pelo governo, apenas de uma cidade a outra, como se um ônibus pudesse substituir a mesa magra, a casa ausente e cama sempre farta!E a derrocada – implacável? – das pessoas diante da vida tornada menos vida pela prepotência da burguesia dominante – nela entendida a sociedade civil e, até, a sociedade “política” – está resumida na frase “procurei os pais de Aninha e aconselhei-os a tirarem-na daquela escola”, que de um simples final de conto se transforma na verdade que atravessa o livro todo.Os nomes-povo de todos os contos, os ditos populares que entremeiam a diegese, as benzeduras que concorrem com a medicina, a religião que sobrepuja a psicologia, um coloquialismo narrativo que se liberta da lingüística – mas não da gramática – tornam a ficção de Luiz C. Amorim pedaços de vida, cada vez mais vida. Contudo, as crianças e o Natal, a esperança e o amor tornam essa vida cada vez mais viva e cada vez mais literatura.

 
Um conto do livro:


 
O PRESENTE DE NATAL
 

Conto de Luiz Carlos Amorim


Peguei o gravador e saí da redação para a nova tarefa da qual fora incumbido: entrevistar crianças a respeito do Natal, que já estava perto. Iríamos fazer uma matéria mostrando o que os pequeninos, na sua maneira de entender, pensavam da grande festa. Para começar, fui para perto das lojas que vendiam brinquedos. Aproximei-me de uma das muitas crianças que estavam olhando as vitrines. Liguei o gravador e fui logo perguntando o nome:
- Celso – respondeu o garoto, de aparência saudável e vestido com roupas simples, porém bem cuidadas.
- Quantos anos você tem?
- Seis.
- Você sabe o que é o Natal?
- Bem... é quando a gente ganha presente...
- Só isso?
- É...
- Nunca lhe disseram que o Natal existe porque foi nessa noite que nasceu o menino Jesus?
- Não sei...
Notei que o microfone o estava inibindo e preferi perguntar alguma coisa que ele soubesse responder.
- E você ganha muitos presentes no Natal?
- Vou ganhar um brinquedo e chocolate.
- É o Papai Noel que traz os presentes para você?
- Acho que é..
- Você acredita em Papai Noel?
- Papai Noel?
- Ele existe de verdade?
- Acho que sim...
O pai de Celso, que estava perto, pegou-o pela mão e entraram na loja. Procurei por uma criança que fosse um pouco mais velha e parei perto de uma garota bem vestida, que parecia se de classe mais privilegiada.
- Qual é o seu nome?
Ao ver o microfone, ela ficou muito faceira e respondeu com entusiasmo:
- Cristina.
- Quantos anos tem?
- Oito.
- O que é o Natal, para você?
- Natal é quando Papai Noel vem para trazer uma porção de presentes para a gente.
- Papai Noel existe?
- Bem, tem o Papai Noel de verdade, que vem na noite de Natal trazer os presentes e tem muitos de mentirinha, que ficam nas lojas, por aí.
- E o Natal é só isso?
- Não, tem árvore enfeitada, tem presépio..
- Por que tem presépio?
- Eu... não sei...
- Nunca lhe falaram do menino Jesus, que nasceu numa noite que ficou sendo a noite de Natal?
- Falaram, mas eu esqueci...
Agradeci e segui adiante. Muita gente pela rua, fiquei em dúvida quanto a qual criança entrevistar, então. Numa vitrine próxima, um garoto sujo e maltrapilho olhava os brinquedos, olhava além da vitrine, para dentro da loja e para a porta. Quando cheguei perto dele e perguntei-lhe seu nome, ficou assustado. Pensei que não ia responder, mas olhou outra vez para a porta e disse seu nome: João.
- Quantos anos você tem?
- Sete.
- O que está fazendo aqui?
- Eu... estou só olhando a vitrine...
- O que você acha do Natal?
- É muito ruim.
- Por que?
- Porque todo mundo ganha presente e a gente, não.
- Você nunca ganhou presente de Natal?
- Não. Nós somos pobres, meu pai morreu. E eu, meus irmãos e minha mãe moramos debaixo da ponte e lá não tem Natal.
- Você acredita em Papai Noel?
- Papai Noel? Eu só conheço Papai Noel como esse que tem aí na porta da loja, tocando um sininho todo o tempo.
- E você sabe por que todo fim de ano, como agora, tem Papai Noel, presentes, árvore enfeitada e tudo o mais?
- Não.
- Você já foi à escola?
- Não.
- Alguma vez lhe contaram que Jesus nasceu nesse dia que passou a ser o Natal e que é por ele ter nascido que se faz esta festa?
- Acho que já, minha mãe deve ter contado...
- E você acredita nesse Jesus que nasceu no presépio de Belém?
- Não.
- Por que?
- Porque não adianta pedir um presente de Natal que não vem. Só os ricos ganham...
- Mas João, Jesus nasceu e morreu por todos: por mim, por você, por todos... Ele é filho de Deus, que está aqui e em todo lugar. Ele está dentro do seu coração. Não é porque você é pobre que ele o vai esquecer.
Nisto, sai correndo da loja um outro garoto, de uns nove anos, com um brinquedo nas mãos. Esbarrando nas pessoas, abrindo caminho desesperadamente, chegou à rua, quando na porta apareceram outras pessoas, a correr atrás dele. Mas o meni
no já estava atravessando a rua e, ao olhar para trás, desequilibrou-se e caiu. Um carro, dos muitos que iam e vinham, não conseguiu desviar e atropelou-o. O trânsito parou e João começou a chorar, gritando o nome do outro garoto e caminhando para o local do acidente. Segui-o. João, chorando, tentou segurar José, que estava muito machucado, agarrado ao brinquedo. Sujou-se com o sangue de José, que ainda teve força para dizer:
Mano, eu trouxe o teu presente...
João olhou para o irmão, agora inerte, olhou para o
brinquedo, quebrado, e depois para mim.

E continuou a chorar.


“PEDAÇOS”          

                                                        Crítica de Lourdes Di Túlio

O escritor catarinense Luiz Carlos Amorim, em seus contos, traz à tona fragmentos tão vivos de vida, com a força natural da autenticidade que o distingue. Estilo cristalino como as águas de um riacho, assinalando de verdor o seu roteiro, o autor imprime aos seus trabalhos os traços firmes de sua personalidade e a vibração de sua sensibilidade, pautados na consciência da realidade social e aprofundada análise e pesquisa. Explorando, como poeta e prosador, os lances da vivência humana, numa linguagem sóbria e objetiva, ele tem a atitude própria dos que dão à existência uma finalidade maior e objetivam um mundo menos egoísta, pelo aprimoramento do espírito baseados nos valores humanísticos e transcendentais.
Cada tópico de “PEDAÇOS” contém o peso e o colorido de um episódio real, de um pedaço de vida. Nenhum outro título poderia sintetizar melhor esse trabalho do autor, coligido no seu mundo vivencial e que ganham especial relevo, pela forma como são projetados em seu panorama cósmico.Dinamismo e arte dão especial realce aos seus trabalhos literários, na fluente espontaneidade que os caracteriza e que será, sem dúvida, o trampolim para o seu ensimesmamento e realização como escritor.

 


 
Um conto do livro “Pedaços”: 


PEDAÇOS


                                                                   Conto de Luiz Carlos Amorim


Segunda-feira. Terceira aula, psicologia, curso superior. Turma grande, muitos jovens, alguns mais adultos. Dona Maria, a professora, meia-idade, pessoa simpática e amiga de todos.
Ao final da aula, quando dona Maria empilhava os livros para sair, um dos alunos, talvez o mais velho da turma, adianta-se e lhe oferece uma rosa. Aquela segunda-feira era o dia seguinte do Dia das Mães e Roberto frisou, com um sorriso:
- Pelo Dia das Mães...
Dona Maria, que já tinha tomado a rosa das mãos de Roberto, ao ouvir o motivo pela qual ele a oferecera, desmanchou o sorriso e deixou cair a rosa no chão.
O sorriso de Roberto também sumiu. Ficou muito surpreso com a reação da professora, mas não esboçou qualquer gesto, não disse nada. Os olhos tristes e estupefatos olhavam para a professora, desciam até a rosa, no chão, e voltavam ao rosto dela.
Ela baixou os olhos e não os levantou. Deu as costas a Roberto e ficou silenciosa, imóvel.
Duas lágrimas apontaram nos olhos de Roberto. Em meio ao silêncio da sala, ele deu meia-volta e saiu.
Dona Maria voltou-se, logo em seguida. Olhou para a rosa, apanhou-a do chão e ficou a fitá-la. Dois fios de lágrimas brilhavam também em seu rosto...


 
O AMOR NA ENGRENAGEM CAPITALISTA


Prefácio de Lauro Junkes, para “Canção de Amor”

 

“Canção de Amor” é um livro sobre gente. Sobre gente que ainda é gente e quer ser gente. Sobre pessoas que lutam por se realizarem como pessoas. A crise econômica e a crise de valores das nossa época estão vivamente retratados, em seus reflexos sobre o indivíduo e sobre a sociedade, nestas narrativas decididamente humanas. O compromisso do autor é com o ser humano. Certamente haverá quem pare a leitura no meio do livro, porque para muitos não é conveniente defrontar-se com a verdade nua e crua, principalmente para quem contribuiu ou contribui para gerar problemas sociais. Pelo tom decididamente engajado dos contos, pela denúncia social, pelo vivo sentimento de solidariedade humana que se depreende das narrativas, este livro assemelha-se aos contos da primeira fase de Guido W. Sassi, que tão vivamente focalizou a problemática da criança carente e do trabalhador explorado na “economia do pinheiro”. Luiz Carlos Amorim é um escritor que vive o seu tempo, de olhos abertos para a realidade que nos cerca, assumindo para si o papel de não deixar a acomodação e intimidação tolher a voz que deve denunciar e protestar. A partir dessa cosmovisão de lúcido engajamento social, muito poderemos esperar ainda da criatividade literária do autor.


 

Um conto de “Canção de Amor”:

 
TERESA DO MAR


              Conto de Luiz Carlos Amorim


Uma comunidade feliz, aquela de Praia do Norte. Famílias de pescadores que trabalhavam juntos, tirando do mar tudo quanto necessitavam para viver. Pescavam para comer e para vender. Os homens cuidavam das redes, das embarcações, faziam-se ao mar e as mulheres cuidavam da casa e dos filhos.
Teresa era muito jovem, ainda, mas ensinava as crianças na escolinha da vila, ajudava a escrever bilhetes e cartas de quantos a procuravam e ouvia suas histórias. Filha de João Pescador, era uma moça muito bonita, querida por todos pela sua alegria constante e presteza para auxiliar o próximo. Seu canto, nas noites de verão, fazia com que todos sentassem a sua volta, na praia, a ouvir suas canções que falavam de mar, de céu, de lua e de amor.
Nada parecia quebrar aquela harmonia, aquela integração de gente simples, humilde, mas autêntica e pura. Até que Pedro apareceu na vila. Pescador de uma das ilhas vizinhas, viera comprar uma das embarcações do pai de Teresa. Rapaz forte e bem apanhado, despertou sobre si a atenção da moça, que o observava à distância. Pedro também a viu e sorriu.
- Seu João, eu estou mudando para cá, pois morando na ilha é mais difícil vender o que se pesca. Vim procura-lo porque soube que quer vender uma de sua embarcações. Gostaria de vê-la, pois preciso comprar novo equipamento de pesca. Deixei o que tínhamos com meu pai.
- Sim, estou vendendo um barco. Vamos vê-lo.
Pedro comprou a embarcação e passou a morar na vila. Pescava com o pai de Teresa, o que fez com que logo pudessem travar conhecimento. Pouco tempo depois, estavam namorando.
Quando Pedro foi falar com “seu” João Pescador sobre o casamento, o velho achou que era um pouco cedo, mas acabou concordando. A vila toda ficou em festa para comemorar o casório de Teresa e Pedro: um acontecimento que nunca seria esquecido.Agora ela cuidava da própria casa e esperava o marido voltar do mar, à tardinha. Era, talvez, mais feliz do que antes, o que fazia com que toda vila parecesse também mais feliz. Nas noites de verão, cantava, ainda, apoiada no ombro de Pedro. Ensinava, ainda, as crianças e pensava no filho que viria, não sabia quando.
Naquela manhã, Pedro fora pescar sozinho e Teresa, como sempre, foi espera-lo na praia, no fim da tarde. Não se preocupava, pois não era a primeira vez que ele ia só. E depois, ele conhecia muito bem o mar.
Mas anoiteceu e Pedro não apareceu. Teresa ficou com medo e pediu, quando a noite já ia alta, que o pai saísse para procurá-lo. O velho foi, com mais alguns pescadores. Voltou, pela manhã, sem encontra-lo. Teresa estava desesperada. Continuou esperando por vários dias: ficava o dia inteiro na praia, olhando o mar, com os olhos molhados de lágrimas. Os homens da vila saíram para o mar outras vezes, à procura, mas Pedro não fora encontrado.
A vila toda, entristecida, sofria com Teresa. E a viu enlouquecer. Hoje, já velha, mais pelo sofrimento que pelo tempo, ela ainda vai todos os dias à praia, quer chova ou faça sol, para esperar Pedro. Para ela, ele vai chegar, todo dia: “Saiu de manhã, está lá, no mar, volta à noitinha...”  


UMA QUESTÃO DE AMOR

Prefácio de Lauro Junkes para “Uma Questão de Amor”

 

 Nosso mundo de hoje, em sua incontida ânsia de novidade, suntuosidade e dominação, vem deturpando todos os valores. O valor, hoje, se cria e se desfaz, de acordo com os interesses pragmáticos do momento. Autenticidade é coisa do passado. A arte e a poesia também sofrem o mesmo contágio. Artístico é apenas aquilo que incorpora a maior carga possível de sofisticação, de formalismo vazio, de complexa formulação ininteligível. E ai de quem, na sua ingênua sinceridade, confessar não entender tal arte!
Felizmente ainda existe quem tem a coragem de pensar e agir de modo diverso. E a literatura de Luiz Carlos Amorim é a demonstração decidida de que na objetividade, na sinceridade e na fidelidade se encontram grande arte literária. Sua poesia nasce do homem e se dirige para o homem, valorizando o ser humano, a pessoa, a gente. Sua poesia é manifestação do amor e da beleza que existem ainda na sociedade solidária e na natureza, mas não somos mais capazes de perceber.
Enfim, a poesia de Luiz Carlos Amorim restabelecem, na sua autenticidade, o conviver solidário, a busca da felicidade e a esperança entre os seres humanos ainda não corruptos. É uma poesia sensível e humana, é a poesia para gente que soube preservar em si a criança e por isso sabe fazer feliz a gente.


 

Poemas do livro “Uma Questão de Amor”: 


SIMPLICIDADE


           (Luiz Carlos Amorim)


Gosto das coisas simples:
de um sorriso de criança,
de um rio de águas claras,
de flores, campos e praças.
Gosto de você.
De acordar com o seu beijo,
de você ser minha musa,
de dizer-lhe "eu te amo",
assim, de maneira simples,
descomplicada e sincera.
Gosto de ser menino,
arquitetar artes, zangá-la,
amar você, criatura,
fazendo as pazes depois.
Gosto de café quente,
um cigarrinho, uma pinga,
e gosto do seu sorriso
tão singelo de menina.
Não gosto de solidão.
Gosto da sua companhia,
na noite quente ou fria,
na tarde de chuva ou sol.
Não rimou?
Pois eu gosto de poesia,
seja com rima ou sem ela.
E gosto mais de você,
meu poema mais bonito...

 

TRILINGÜE

POESIA CATARINENSE

SUCESSO INTERNACIONAL

Esta a capa do livro THE POET, publicado nos Estados Unidos pela IWA, com os poemas em português.

Amostra das versões em português, inglês e espanhol do livro "A Cor do Sol", das quais você pode ver as capas acima, nesta mesma página. Uma edição trilingüe de "A Cor do Sol", com os poemas nos três idiomas nos quais o livro já foi pulbicado, sai em breve.

 

VOCÊ


Você, ah, você,
que invade meu coração,
infiltra-se no meu sangue
e aguça os meus sentidos...
Vem, me afaga, me afoga,
nessa fuga desenfreada
do mundo fora de nós.
Vem e pisemos juntos
este caminho só nosso
para o país do amor.

YOU


You, ah, you,
that invades my heart,
infiltrates in my blood
and sharpens my senses...
Come, fondle me, cuddle me,
in this my unbridled run
of the world outside of us.
Come and left's walk together
this road only ours
to the country of love.

TU


Tu, ah, tu,
que invades mi corazón,
adentrándote em mi sangre
y aguzando mis sentidos...
Ven, acaricíame ahógame,
en esa fuga desenfrenada
de nuestro mundo afuera
Ven, y vamos a pisar juntos,
este camino solamente nuestro
para el país del amor...




NOVOS ESPAÇOS PARA A POESIA

 

 

Este, o Projeto Poesia no Shopping, que invadiu shoppings por todo o Estado de SC.
Amorim foi o pioneiro em usar novos espaços para a poesia, instituindo o Projeto Poesia no Shopping, com a exibição do Varal da Poesia nos shoppings de cidades como Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Jaraguá do Sul, etc. O projeto já invadiu também bancos, praças, lojas, escolas, festas, etc. 

 

POESIA NA RUA

Criou, também, o Projeto Poesia na Rua, que exibe poemas ou trechos deles em out-doors pela cidade, espaço até então não preenchido pela poesia. Idealizou e mantém no ar o site do Grupo Literário A ILHA, com a edição on-line da revista Suplemento Literário A iLHA, do material publicado na coluna Literarte em vários jornais, com edições integrais de obras de poesia e várias outras seções sobre literatura, constituindo o portal PROSA, POESIA & CIA. Criados recentemente, existem também os projetos POESIA NA ESCOLA, apresentações em Power Point com poesia para serem usadas em sala da aula de primeiro e segundo grau e o projeto O SOM DA POESIA, poemas declamados por comunicadores do rádio que apresentam poesia em seus programas, gravados em CD.

 

A SAGA DE UM CENÁCULO E SEU IDEALIZADOR

Enéas Athanázio

Muitos cenáculos têm existido, no Brasil e no Exterior, com maior ou menor expressão cultural ou literária. Historiadores da literatura e enciclopedistas registram a presença dessas agremiações, algumas delas publicando jornais ou revistas com idêntico nome e repercussão variável. Entre os cenáculos nacionais, ocorre-me aquele a que pertenceu Monteiro Lobato, no início do século passado, designado por alguns como Cenáculo da Paulicéia, e que tinha sua sede no célebre chalé do Belenzinho que passou à história como Minarete. Dele faziam parte o próprio Lobato, Godofredo Rangel, Ricardo Gonçalves e José Antônio Nogueira, para referir apenas os que produziram obras de maior importância.
Aqui em nosso Estado existe uma dessas entidades que já conta com 27 anos de incessante atividade e sobre a qual sinto-me devedor de um merecido comentário. Refiro-me ao "Grupo Literário A Ilha", idealizado por Luiz Carlos Amorim e fundado em 1980 na cidade histórica de São Francisco do Sul. Embora batizado como literário, na verdade o grupo extrapolou seu próprio nome, tornando-se um agitador cultural com intervenção em vários campos da cultura. Depois de anos de atividade naquela cidade, transferiu a sede para Joinville e, por fim, para Florianópolis, de sorte que nasceu numa ilha e hoje está aninhado em outra.

O BERÇO

Morador de São Francisco do Sul, na época, Amorim se inquietava com a ausência de companheiros com quem discutir e partilhar seu gosto pela literatura em geral e pela poesia em particular. Depois de muito pensar no assunto, saiu a campo para conquistar companheiros que o ajudassem a realizar o sonho. Não tardou a encontrar uns poucos devotos das letras e com eles iniciou a agremiação que já dura mais de um quarto de século. Suas discretas reuniões, mal notadas no início, tinham lugar num vetusto casarão à beira da Baía da Babitonga, em pracinha arborizada e de bela vista panorâmica.
A iniciativa encontrou ambiente propício na velha cidade de raízes plantadas em tempos longínquos e ricos em acontecimentos históricos, alguns inusitados. Entre estes, merece lembrança especial a visita do capitão francês Binot Paulmier de Gonneville, há mais de quinhentos anos, a bordo do navio "L'Espoir", em 1504. Aportando na ilha e convivendo com os habitantes da estranha terra, o navegador francês decidiu regressar à França, depois de reabastecido e concluídos os consertos necessários em sua embarcação. Levou como convidados um dos filhos do rei Arosca, o jovem Içá-Mirim, que os franceses registraram como Essomericq, e o índio Namoa, mais idoso, com a formal promessa de trazê-los de volta. Namoa faleceu em viagem e Essomericq, muito doente, foi batizado como Binot, tendo Gonneville como padrinho. Em terras francesas, o índio carijó se adaptou muito bem, casou e teve quatorze filhos, e até recebeu uma patente, parte dos bens e o nome de Gonneville, seu fiel protetor. Foi considerado príncipe e convidado do governo francês, tendo falecido com mais de noventa anos. A viagem de retorno jamais aconteceu. Considerando-se a data da abordagem francesa como a de sua fundação, São Francisco do Sul é das mais antigas cidades do país, embora seja um fato considerado discutível pelos historiadores.
Mas a cidade onde surgiu o grupo tem muito mais em seu passado que o curioso episódio. Cumpre lembrar ainda o Falanstério do Saí, na atual Vila da Glória, situada nos domínios municipais. Em 1842, o médico francês Benoit Jules Mure, inspirado nas doutrinas de Fourier, tentou ali uma experiência socialista, dando início ao falanstério, habitação coletiva que propiciaria aos moradores a justiça social sonhada pelos utopistas. Depois de marchas e contra-marchas, lutas, desentendimentos e perseguições, tal como aconteceu com a Colônia Cecília, no vizinho Estado do Paraná, a experiência fracassou. Foi a única tentativa de criar um falanstério no Brasil e deixou marcas imorredouras, sendo o local até hoje objeto da curiosidade dos pesquisadores e turistas.
É interessante também o caso do Canal do Linguado. Em 1934 foi aterrado o canal em sua totalidade para a passagem da ferrovia, uma vez que o fechamento parcial apresentava problemas. Se é verdade que a estrada de ferro trouxe benefícios, também é certo que a obra gerou problemas em diversas áreas que inquietam os francisquenses e de difícil ou impossível solução, com graves conseqüências. Mas, como assinalam historiadores, é um dos raros casos em que uma ilha de grande porte se transformou em península por obra humana. Até hoje a questão do Linguado é objeto de infindáveis discussões.
A mais antiga aglomeração humana catarinense tem entre seus filhos muitos intelectuais, historiadores e artistas, além de preservar um valioso conjunto arquitetônico e tradições culturais. É servida por importante porto de mar. A arquitetura, os prédios ilustres, os sambaquis, as artes, a vida social, as praias, a paisagem e o agradável ambiente urbano são outros tantos aspectos a considerar.
Nesse meio, agitando o mundo das letras, apareceu o grupo fadado a durar.

O IDEALIZADOR

Luiz Carlos Amorim nasceu na cidade de Corupá (SC). Formou-se pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Joinville. Desde cedo revelou inclinação para as letras e a escrita, rabiscando textos que submetia aos amigos e, mais tarde, publicava. Alguns temas se tornaram recorrentes em suas cogitações, como a sobrevivência do livro, sua produção e divulgação, formas de levá-lo ao público através de feiras, lançamentos e outros meios, o permanente encantamento com certos aspectos da natureza, como a paisagem, o verde e as flores, facetas indicadoras do poeta que existe nele. Tornou-se incansável batalhador da causa do livro.
Publicou até agora 23 livros nos gêneros do conto, da crônica, da poesia e artigos. Ei-los: "Velhas Histórias Jovens" (contos), "Pedaços" (contos), "Canção de Amor" (contos), "Vida, Vida" (contos), "Minha Poesia Menina" (poemas), "Uma Questão de Amor" (poesia), "Canção da Esperança" e "Canção da Esperança II" (poesia), "A Cor do Sol" (poesia), "The Poet" (poesia publicada nos Estados Unidos), "The Color of the Sun" (versão americana de "A Cor do Sol"), "El Color Del Sol" (versão em espanhol publicada na Espanha), "Meu Pé de Jacatirão" (poemas), "Flecha Dourada" (literatura infantil), "Emoção não tem Idioma" (edição trilingüe de "A Cor do Sol"), "Livro, Leitores e Escritores" (crônicas), "Livros: a Perenidade da Palavra" (crônicas), "Saudades de Quintana" (crônicas), "Nação Poesia" (antologia poética), "A Luz de seus Olhos" (contos), "Livro de Natal" (contos, crônicas e poemas de Natal), "Escritores Catarinenses e o Grupo Literário A Ilha", "A Primavera sempre volta" (crônicas) e "Borboletas nos Jacatirões" (crônicas). Tem nova obra no prelo, cujo prefácio tive a satisfação de escrever. Apesar de seu gosto pela poesia, a prosa acabou predominando em sua obra publicada.
Como participante de antologias e coletâneas, trabalhos de Amorim apareceram nas seguintes publicações, entre outras: "Escritores do Brasil" (RJ), "Selected Writings" (EUA), "Poesia, Lucidez e Fantasia" (Blumenau-SC), "Poetas Brasileiros de Hoje" (SP), "Um Toque de Poesia" (Joinville-SC), "Poesia Sertaneja" (Florianópolis-SC), "Poetas da Praça" e "Poetas da Praça II" (Joinville-SC), "Mar, Poema e Imagem" (Florianópolis-SC), "Antologia da Nova Poesia Brasileira" (RJ), "Poesia Viva" (Joinville-SC), "Feira de Contos" (Joinville-SC), "Poetas da Cidade" (Joinville-SC), "A Nova Poesia do Norte Catarinense" (Joinville-SC), "A Poesia Catarinense do Século XX" (Joinville-SC), "Fim de Noite" (Joinville-SC), "Antologia do Postal Clube" (RJ, números 6 e 7), além de poemas traduzidos e publicados em antologias da Espanha e Inglaterra.
Em periódicos, tem trabalhos publicados na Índia, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra e Itália. Trabalhos de sua autoria foram traduzidos para o inglês, espanhol, grego, russo e bengalês.
Aparecem também com regularidade em jornais e revistas, nacionais e estrangeiros. É colaborador de diversos portais de cultura e literatura. Os mais importantes periódicos catarinenses publicam ou publicaram seus escritos.
Inquieto e persistente, está sempre alargando o leque de suas publicações, mantendo inclusive extenso intercâmbio com escritores do Brasil e do Exterior.
Sua dedicação e seu talento têm provocado manifestações de expressivos nomes de críticos. Entre eles, citam-se Antônio Carlos Villaça, Luiz F. Rufato, Celestino Sachet, Lauro Junkes, Teresinka Pereira e diversos escritores.

FUNDADORES E PARTICIPANTES

Nos albores de suas atividades, o grupo contou com a decidida contribuição de alguns escritores e poetas cujos nomes merecem ser evocados. Antônio Laércio Brunato, já falecido, José Armando Rezende, bancário carioca, Maria Teresa dos Santos, Maria C. P. Oliveira, Ricardo Maciel, contistas, cronistas e poetas, todos de São Francisco do Sul ou que lá se encontravam; Jurandir Schmidt, Ronaldo Correa, Hilton Gorresen, Else Sant'Ana Brun, Margarete P. da Silva, todos escritores de Joinville, sendo o primeiro também artista plástico e autor da capa do número inicial do suplemento.
Com o tempo outros autores foram se aproximando e se tornaram colaboradores. Foram os casos de Joel Rogério Furtado, Edltraud Zimmermann Fonseca e o meu próprio, que passamos a colaborar a partir da terceira edição. Teresinka Pereira, brasileira radicada nos Estados Unidos, começou a colaborar na quarta edição; Zoraida H. Guimarães e João Chiarini a partir da sexta. Maura de Senna Pereira, falecida, Celestino Sachet e Urda Alice Klueger aderiram antes da décima edição. Muitos e muitos outros ajudaram a rechear as páginas do suplemento. Acredito que poucos autores catarinenses, em prosa e verso, estejam ausentes daquelas páginas. Inúmeros autores, de todos os recantos do país, também vêm colaborando. Com as transferências da sede para Joinville e depois para Florianópolis houve grande mutação na lista de colaboradores.

ATIVIDADES E REALIZAÇÕES

A principal realização do grupo foi a criação e manutenção do Suplemento Literário A Ilha, órgão porta-voz da agremiação, e que conta hoje com mais de 100 números publicados, fato inédito na história literária do Estado e, acredito, de muitos outros. Desde que me lembro, foi o único a circular sem interrupção desde seu lançamento em reunião histórica no vetusto casarão da Babitonga. O Suplemento mantém um portal lítero-cultural na Internet: Prosa, Poesia & Cia. - (http://geocities.yahoo.com.br/prosapoesiaecia).
A par disso, as Edições A Ilha foram semeando livros individuais e obras coletivas, contando hoje com mais de cinqüenta títulos publicados. Entre os primeiros, mencionem-se "Velhas Histórias Jovens", "Pedaços", "Canção de Amor", "Minha Poesia Menina" e "Canção da Esperança", todos de Luiz Carlos Amorim; "Falando aos Corações", de Ema Pidner; "Caminhantes de Minha Rua", de Mariana; "Sempre Contigo", de Rosana Teodoro; "Um Toque de Poesia", coletânea de poemas de todos os integrantes; "Poetas da Praça", outra antologia. E assim prosseguiram, em sucessivos lançamentos, as edições que tornaram A Ilha um selo conhecido em todo o Estado e até fora dele.
Outras atividades aconteceram, sem descurar das constantes reuniões do grupo com o intuito de mantê-lo coeso. Nessas ocasiões buscavam fórmulas de divulgação da literatura e do livro para além das tradicionais, diferentes e inovadoras. Colocando a imaginação a funcionar, buscaram meios e modos de levar o livro ao povo, exibi-lo em público, mostrá-lo nas ruas. Passaram a exibir Varais de Poesia e Recitais de Poemas em feiras de arte, escolas, festas, bancos, lojas e locais de aglomeração humana. O grupo promoveu incontáveis lançamentos de livros, com sessões de autógrafos, nos mais variados lugares, tanto de edições próprias como alheias. Assim aconteceu, por exemplo, em São Francisco do Sul, Joinville, Jaraguá do Sul, Itajaí, Corupá, Guaramirim, Brusque, Blumenau etc. e até em Cuba e nos Estados Unidos. Em novembro de 1981, comemorou o Dia do Escritor Francisquense, reunindo autores daquela cidade, Joinville e Florianópolis, ocasião em que foi instalada a delegacia da Associação Catarinense de Escritores (ACES), entidade hoje extinta. Em outra ocasião, promoveu em Joinville a Noite dos Escritores Catarinenses, com grande público, quando estiveram presentes escritores da região, além de Abel B. Pereira, de Florianópolis, Urda Alice Klueger, de Blumenau, e eu próprio. Assim, com empenho e trabalho, o grupo mostrava ao público a que viera e prestava contas de suas atividades.
Tive ocasião de participar de lançamentos coletivos por ele promovidos em São Francisco do Sul, ainda no velho prédio da Babitonga, depois na Casa de Cultura e no Museu de Arte, ambos de Joinville, sempre com boa presença de público e cobertura da imprensa.
Muitos lançamentos aconteceram em aberturas de exposições de artes, durante seminários, encontros e outros eventos de natureza artística e cultural.
Sempre sob a coordenação de Amorim, o grupo foi pioneiro na instituição do Projeto Poesia no Shopping, exibindo Varais de Poesia em todos os shoppings do Estado. Criou também o Projeto Poesia na Rua, exibindo poemas ou trechos deles em grandes out-doors espalhados pelas cidades, espaços nunca antes preenchidos pela poesia e provocando intenso efeito. Levou adiante ainda os projetos Poesia Carimbada, Pacote de Poesia, Poesia na Escola e O Som da Poesia.
Deste resumo, onde as omissões são inevitáveis, transparece a persistência do grupo e sua dedicação às letras e à cultura. No correr de 27 anos, afrontando dificuldades, nunca esmoreceu e nem desistiu de seus propósitos. Evidencia-se também a liderança de seu idealizador e sua capacidade de manter unido um grupo de escritores e poetas livres e independentes, cada qual pensando a seu modo, mas tendo um ideal comum - a difusão da cultura através de seu principal portador, o livro.

O ESCRITOR

Mesmo com as atribuições de coordenar e organizar, além das atividades de ordem profissional, Amorim escreve com método e disciplina e produz bastante. Como dizia Gilberto Amado, é mais um escritor brasileiro que rouba tempo de si mesmo para escrever.
É contista, cronista, articulista cultural e poeta.
Como contista, tem imaginação e criatividade, produzindo histórias que agradam e prendem. Sua linguagem é simples, direta e limpa. Expressa com segurança as idéias e transmite bem o pensamento.
Como cronista, está sempre atento, com as antenas ligadas e prontas a captar os assuntos cronicáveis, transformando-os em agradáveis peças literárias. É numerosa sua produção no gênero.
O articulista está sempre preocupado com os temas relacionados à cultura, aos problemas do livro, à vida dos escritores em geral e dos catarinenses de forma especial. É incansável divulgador de eventos da área e freqüentador assíduo de todos eles. Parece ubíquo, tantos são os locais onde aparece. Também está informado de tudo que ocorre no Estado, cujo mapa literário e cultural tem impresso na memória.
E o poeta é aberto, livre, sem preocupações angustiantes e linguagem empolada. Desdobra as sensações de forma direta, sem zigue-zagues, ressumando sentimentos autênticos e puros. E assim atinge o leitor de poesia naquilo que ele tem de mais sensível - o sentimento.
Concluindo estas notas, que já vão longas, diria que Luiz Carlos Amorim é um exemplo de homem comprometido com as letras e a cultura, fiel ao pacto com elas celebrado de longa data. Tivéssemos muitos deles, as coisas seriam diferentes. E nem por tudo isso assume poses ou posturas, conservando o jeitão modesto e simples de sempre, desde quando o conheci.
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Fontes:
"Enciclopédia Brasileira Globo", P. Alegre, Editora Globo, 12ª. ed., 1971.
"Enciclopédia de Literatura Brasileira", Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa, Rio de Janeiro, MEC, 2 vols., 1990.
"Dicionário Literário Brasileiro", Raimundo de Menezes, S. Paulo/Rio, LTC Editora, 2ª. ed., 1978.
"Monteiro Lobato - Vida e Obra", Edgard Cavalheiro, S. Paulo, Editora Brasiliense, 3ª. ed., s/d.
"São Francisco do Sul - Muito além da viagem de Gonneville", Sílvio Coelho dos Santos et alii, Florianópolis, Edufsc, 2004.
"A Literatura Catarinense", Celestino Sachet, Florianópolis, Editora Lunardelli. 1985.
Obras de Luiz Carlos Amoim.
Coleção do "Suplemento Literário A Ilha."
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B. Camboriú, 29 de julho de 2007.

 

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