GRUPO A ILHA: 33 ANOS

O Grupo Literário A ILHA completou, neste mês de junho de2013, trinta e três anos de atividades em prol da divulgação da literatura catarinense e brasileira e da manutenção de espaços para novos escritores. E também comemoramos trinta e três anos de circulação desta revista, o Suplemento Literário A ILHA.

E estamos comemorando em grande estilo todo esse tempo nesta caminhada que tem cumprido o seu objetivo, qual seja o de levar até o leitor a literatura de nossos escritores. O Grupo Literário A ILHA esteve presente no Salão Internacional do Livro de Genebra, na Suiça, um dos eventos literários mais importantes da Europa. Através do fundador e coordenador do grupo A ILHA, este que vos escreve, a literatura catarinense e os escritores que publicam na nossa revista foram divulgados lá fora, já que na Suiça há uma comunidade muito grande de praticantes da língua portuguesa: brasileiros, portugueses, moçambicanos, cabo-verdianos, etc. Duas edições desta nossa revista foram levadas e distribuídas no Salão.

Essa edição comemorativa do Suplemento Literário A ILHA comemora a incursão do grupo num evento internacional tão importante como o Salão Internacional do Livro de Genebra, o início das comemorações de aniversário do grupo. Exatamente neste mês de aniversário do grupo, estivemos participando da Feira do Livro de Jaraguá, também, com o lançamento do livro “O Rio da Minha Cidade” e dessa edição da nossa revista.

Continuamos na caminhada, pois somos o grupo literário mais perene que se conhece.

 

 

GRUPO LITERÁRIO A ILHA:
27 ANOS DE LITERATURA

O Grupo Literário A ILHA comemorou as suas Bodas de Prata em 2005. Hoje, são vinte e sete anos de atividades em prol da poesia e da literatura catarinense e brasileira - por que não dizer? - pois nosso campo de atuação não se restringe apenas ao nosso estado.
E comemorar todo esse tempo de atividade é importante, é dividir o reconhecimento vindo de meios literários de todos os cantos e leitores de diversos pontos do país e também do exterior. Inúmeros escritores, de vários estados e de outros países, passaram pelas páginas do nosso suplemento literário e não só visitaram como também colaboraram, com seu trabalho, no portal Prosa, Poesia & Cia, mantido pelo grupo desde os anos 90 na Internet, levando para o mundo todo a literatura catarinense e brasileira. Sem eles, sem os escritores e os leitores, nosso trabalho não teria razão de ser e por isso agradecemos a todos o que construímos juntos até aqui.
E comemoramos as nossas Bodas de Prata, como não poderia deixar de ser, com a publicação especial de aniversário do Suplemento Literário, que trouxe, na edição de junho de 2005, em suas páginas centrais, a história do Grupo A ILHA, um apanhado do que se fez até então.
Foram publicadas, naquela edição especial, algumas matérias das tantas publicadas até aquela data, que abordam temas ou acontecimentos que marcaram, de alguma maneira, o grupo ou a literatura como um todo.
Estivemos comemorando, também, na Feira de Rua do Livro de Florianópolis de 2005, em maio, na Feira do Livro de Itajaí, em julho, e na Feira do Livro de Florianópolis, em setembro, com o lançamento da edição especial de aniversário do Suplemento Literário A ILHA e também com livros publicados pelas Edições A ILHA. Além disso, o Projeto Poesia na Rua estampou poema de Luiz Delfino, o maior lírico da poesia catarinense, em out-doors pelo estado.

PEQUENA HISTÓRIA DA TRAJETÓRIA DO GRUPO LIT. A ILHA

Em junho de 1980 o jornal "A ILHA", de São Francisco do Sul, publicava a primeira edição do seu Suplemento Literário. Devido ao recebimento de textos dos leitores - contos, poemas, crônicas - o jornal decidiu pelo suplemento, já que não havia espaço disponível. Nascia, assim, o Grupo Literário A ILHA.
O jornal acabou, mas o Suplemento Literário A ILHA existe até hoje, VINTE e SETE ANOS depois, com o mesmo propósito de dar espaço aos escritores que queiram lutar pela popularização e valorização da literatura. O Grupo desenvolveu suas atividades em São Francisco por dois anos e em 1982 transferiu sua sede para Joinville, onde participou da vida cultural do norte e nordeste de Santa Catarina até fins de 1999. No ano de 2000, fincou raízes em Florianópolis, voltando a justificar o nome que havia adotado em outra ilha, São Francisco do Sul.

QUASE DUAS DÉCADAS DE ATIVIDADES EM JOINVILLE

A poesia é necessária? Essa pergunta já foi feita muitas vezes, e a resposta pode ser diferente, dependendo de quem responde. Eu responderia que ela é, sim, necessária, porque ela faz parte da vida da gente, ela pode ter um papel importante dentro da comunidade, ela pode ser moradora expressiva e atuante de uma cidade.
Senão vejamos: por quase vinte anos, "os poetas da praça" do Grupo Literário A ILHA participaram da vida cultural do norte catarinense, levando a poesia para a rua, para a praça, para a escola, para o shopping, para o banco, para os bares, para os palcos, para todos os lugares. Dizer que participaram talvez seja dizer pouco, pois eles se tornaram tradição e referência poéticas, eles eram parte e, às vezes, o todo da cultura de uma cidade como Joinville, onde tiveram sua sede por dezenove anos.
O grupo foi presença marcante na Feira de Arte de Joinville, parte intrínseca daquele evento, mês após mês, com o Varal da Poesia e o Recital de Poemas, além de levar estes mesmos trabalhos, com regularidade, também às feiras de arte de Jaraguá do Sul e São Bento do Sul, e com menor freqüência a outras cidades do estado.
O Varal da Poesia especial, com dezenas de poemas sobre dança e dançarinos, foi durante quase duas décadas, um evento paralelo integrado ao Festival de Dança de Joinville. Na praça e depois em out-doors, com o Projeto Poesia na Rua, o Grupo Literário A ILHA espalhava poesia pela cidade. Além do Varal da Poesia e do Recital, o grupo realizava outros projetos, como Sanfona Poética e Poesia Carimbada.
Outro evento tradicional do qual o Varal da Poesia já era parte integrante é a Festa das Flores de Joinville. Um varal especial, com cerca de meia centena de poemas sobre flores e sobre Joinville ocupava um stand na grande festa, por anos a fio, cantando a beleza e o perfume de todas as flores, sob o ponto de vista de vários poetas da praça.
A divulgação mais eficiente do trabalho do Grupo Literário A ILHA e a ligação da palavra poesia com o nome da cidade adveio da visitação do varal da poesia por visitantes de vários pontos do país, que vinham para o Festival de Dança e para a Festa das Flores. E a cidade passou a ser também a Cidade da Poesia.
Além disso, com o apoio de comunicadores do rádio, nos anos oitenta e noventa, os poetas do Grupo A ILHA colocaram a poesia no ar, em programas como Show das Dez e Fim de Noite. E mais, os poetas da praça levaram a poesia também aos jornais e à televisão, em colunas assinadas por integrantes do grupo e em programas no canal local, quando de encontros e lançamentos de livros, popularizando um gênero até então maldito, pois não vendia livros.
Hoje, infelizmente, os espaços para a poesia inexistem no rádio, na televisão e até nos jornais. Os poetas da praça, no entanto, continuam batalhando para manter alguns dos espaços que conquistaram, como a sua revista, o Suplemento Literário A ILHA, que como o grupo, completa vinte e sete anos de existência ultrapassando a barreira das cem edições, como o Varal da Poesia, que evoluiu para o Projeto Poesia no Shopping, e lançando mão do espaço democrático que é a Internet, com um portal literário, PROSA, POESIA & CIA, em http://geocities.yahoo.com.br/prosapoesiaecia e, ainda, a publicação de livros, através das Edições A ILHA.

GRANDES EVENTOS AO LONGO DA CAMINHADA

O Grupo Literário A ILHA realizou grandes eventos literários nos anos oitenta e noventa, em São Francisco do Sul e em Joinville. Como exemplos, temos a comemoração do Dia do Escritor Francisquense, em novembro de 81, que reuniu autores de São Francisco, de Joinville e de Florianópolis numa noite de autógrafos. Na oportunidade, foi instalada, também, a delegacia da Associação Catarinense de Escritores na Babitonga.
Em Joinville, no mês de outubro de 91, o grupo promoveu a Noite dos Escritores Catarinenses. Participaram da coletiva de autógrafos os escritores Enéas Athanázio, de Balneário Camboriú, Urda Alice Klueger, de Blumenau, Abel B. Pereira, de Florianópolis, entre outros.
Inúmeros lançamentos de livros foram promovidos por A ILHA em Joinville, São Francisco do Sul, Jaraguá, Itajaí, Corupá, Guaramirim, Brusque, Blumenau, Rio, Cuba e Estados Unidos, nestes vinte e sete anos, além dos eventos acima mencionados. Aconteceram noites de autógrafos de integrantes do grupo e de convidados, de livros publicados pelas Edições A ILHA ou não.
Edições A ILHA é nome da "editora" dentro do grupo. Editora que existe desde a criação do grupo, ainda que sem recursos financeiros. Dezenas de livros já foram publicados por ela que é, na verdade, uma das principais atividades dos poetas e escritores que compõe o grupo. A revista Suplemento Literário A ILHA e a publicação de livros e opúsculos constituem os maiores espaços desta que é a entidade do gênero mais perene e mais representativa da literatura de Santa Catarina.
O custo das edições ou é pago pelo autor da obra ou, se ele conseguir, com apoio de entidades comerciais, industriais ou culturais. A prática de se conseguir os recursos para se pagar a publicação de um livro com pequenas colaborações da indústria, do comércio ou da "cultura oficial" já funcionou em tempos idos, não tanto a última. Hoje em dia é muito mais difícil, se não impossível de se conseguir.

CHEGANDO ATÉ O LEITOR

Para colocar a poesia nos olhos e nos ouvidos do leitor, talvez mais exatamente nos seus corações, o Grupo A ILHA usou, além do Varal da Poesia, dos folhetos - as famosas sanfonas poéticas, dos livros e dos recitais, novas alternativas, recursos pioneiros como o Projeto Poesia na Rua - poemas ou trechos deles em out-doors, espalhados pelas ruas, misturando-se ou destacando-se entre os outros painéis de propaganda; como o Projeto Poesia no Shopping, um varal da poesia atualizado, nos corredores e nas praças dos shopping centers, no caminho do leitor, não mais os cartazes pendurados nos fios, mas banners colocados em biombos ou painéis.
Alternativas, ainda, como o Projeto Poesia na Escola, lançando mão da tecnologia da informática, ao elaborar apresentações em power-point reunindo a poesia de vários autores para que as escolas possam usá-las em sala de aula. Ou como o Projeto Poesia Carimbada, aderindo ao simples uso do carimbo para imprimir poemas em qualquer suporte, em qualquer superfície, a qualquer hora. Ou como o Projeto Som da Poesia, que facilita e pereniza a distribuição da poesia declamada, gravada em CD.
O Portal do grupo, PROSA, POESIA & CIA, desde o início dos anos 90 no ar, democratizou ainda mais os espaços oferecidos, pois os leitores e os escritores de qualquer parte do mundo poderiam acessá-lo e participar, não só lendo as diversas seções, mas também colaborando com seus textos.
Os projetos existentes vão se adequando às mudanças que o progresso traz e novos projetos vão sendo colocados em prática para a divulgação da poesia, pois ela precisa chegar até os leitores sensíveis e românticos, que graças a Deus existem nas nossas cidades.
O mais recente deles, é a publicação da coleção Poesia Viva, em comemoração à centésima edição do Suplemento Literário A ILHA, composta de doze volumes de poemas de poetas integrantes do grupo que não tinham, ainda, livro solo de poesia, apesar de terem publicado parte de sua obra em revistas, jornais, antologias e na Internet.

A ILHA E AS FEIRAS DE LIVRO

O advento das feiras do livro, com número crescente a cada ano por todo o estado (e pelo Brasil, também), fez com que um projeto como o Recital de Poemas, por exemplo, fosse repensado para vestir nova roupagem. O projeto ganhou mobilidade em uma das últimas feiras do livro de Florianópolis: os poetas da praça, além de autografar seus livros nas próximas feiras, aproveitarão o espaço e a concentração de público interessado em literatura, para declamar poesia pelos corredores. A idéia amadureceu a partir dos contadores de histórias e tocadores de instrumentos musicais, que vimos no meio do público na feira de rua e na feira no shopping, oferecendo historias infantis e música aos visitantes.
E assim, estaremos nos aproximando ainda mais dos leitores, mostrando-lhes que a poesia existe e que ela não é leitura de meia dúzia de intelectuais. Sempre defendemos que precisamos colocar a poesia nos ouvidos, nos olhos e no coração do leitor, seja com o varal, com os out-doors, com declamação, com as publicações, o que for.


O GRUPO A ILHA COMO AGENTE TRANSFORMADOR


O Grupo Literário A ILHA, nos seus vinte e sete anos de existência, mudou a maneira que o público tinha de olhar a poesia. E de olhar o poeta, também. Quando se falava de literatura, há duas ou três décadas, pensava-se em romance. Poesia era literatura de outros tempos. A ILHA mudou essa visão. Levando o Varal da Poesia a todos os lugares, fazendo recitais nos lugares onde era levado o varal, e mais, no rádio, na televisão, até em bares, conseguindo espaços em jornais, grandes ou não, para falar de literatura, publicar poemas e divulgar a cultura, conseguiu-se aproximar a poesia do grande público. Colunas literárias e culturais assinadas por este articulista em jornais como Diário Catarinense(DC Norte), A Notícia, Jornal de Santa Catarina, e em vários outros pelo estado e pelo país, fizeram com que a poesia e a literatura chegasse até o leitor. A Internet, nos anos 90, diminuiu distâncias, levou o nosso trabalho direto para dentro da casa do leitor, em qualquer parte do mundo.
Um fato importante, um trabalho relevante, que marcou o grupo, foi o de tirar a poesia do seu suporte tradicional, o livro, para levá-la à rua, literalmente, nos anos oitenta, o que fez com que as pessoas esbarrassem com o poema. E dar de cara com a poesia na rua, na praça, na loja, no banco, nas festas populares, na escola, no bar, fez com que as pessoas a conhecessem, pois muitos, até então, só tinham ouvido falar dela. Os poetas da praça levaram a poesia a todos esses lugares e o Recital de Poemas também.
Quem nunca tinha tido qualquer aproximação com a poesia, quem nem sequer tinha ouvido falar dela, de repente, ouvindo um poeta recitá-la, ao passar pela praça, ou tendo a sua atenção despertada pelos cartazes com letras grandes, cores e ilustrações, pendurados ao vento, estampando poesia, descobria que gostava dela. Ou não. Mas cada um que gostava era um novo leitor que nascia, que não ia ler só os novos poetas da praça, mas também os grandes autores, os mestres da poesia. O que significa que os livros de poesia passaram a vender mais, então. Tanto na praça, como na livraria. Não só os livros de poetas locais, como dos grandes nomes da poesia, como Quintana, Coralina, Pessoa, etc.
As coisas mudaram efetivamente nas livrarias, pois quando se queria comprar um livro de um grande poeta brasileiro ou português, nos anos oitenta ou antes deles, era preciso encomendá-lo. Com o advento do Varal da Poesia e do Recital de Poemas, levados a diversos lugares, até ao rádio e à televisão, a poesia tornou-se bem mais conhecida e apreciada por um número maior de leitores, sendo possível encontrar livros do gênero nas livrarias. A venda de livros, pelo menos nas regiões de penetração do Grupo Literário A ILHA, já não se resumia a romances, a alguns clássicos da literatura e aos didáticos.
E, como já dissemos, com tudo isso mudou também a maneira de se olhar para os poetas. Não raro, eles tinham receio de dizer que eram poetas. Hoje, depois que A ILHA levou a poesia para a rua, tanto a poesia escrita em cartazes, folhetos, livros como a declamada nos recitais, os poetas são vistos como escritores, como artistas da palavra que são.

 

A ILHA: A PERENIDADE DA PALAVRA
Por Luiz Carlos Amorim

Um grupo de pessoas que escrevia e não tinha como escoar a sua produção, não tinha meios de chegar até o leitor juntou-se, em 1980, no norte de Santa Catarina - poderia ser em outro ponto qualquer do Brasil - para preencher uma lacuna que havia na cultura da região. Não existia, na época, um grupo que reunisse os escritores e poetas para discutir e trocar experiências, que estudassem e descobrissem novas formas de divulgação da sua obra e da literatura como um todo. Já existira outrora, e era premente que voltasse a existir.
Esse grupo, fundado em junho de 1980, é o Grupo Literário A ILHA, que começou em São Francisco do Sul, com pouco mais de meia dúzia de escritores, com atividades como a reunião de trabalho, para mostrar e discutir os próprios trabalhos, apreciar e comentar textos de autores consagrados; como a publicação da revista Suplemento Literário A ILHA, que constituiu-se no primeiro espaço conquistado para publicação da sua obra; como o Varal da Poesia, que foi o meio mais rápido de colocar o leitor em contato com a poesia deles: levar a poesia para a praça, para a rua.
A partir de 82, o grupo transferiu sua sede para Joinville, integrando dezenas de escritores, principalmente poetas, daquela cidade e região. Lá as atividades se ampliaram e, além da revista, das reuniões, que passaram a se chamar Oficinas Literárias, e do Varal da Poesia, o grupo passou a fazer incursões pelas escolas, fazendo palestras, fazendo o Recital de Poemas e agregando os novos poetas que surgiam. Livros e antologias foram publicados, eventos literários, como lançamentos de livros, encontros de escritores, concursos, festivais literários a céu aberto e incursões em festas tradicionais da cidade, como a Festa das Flores e o Festival de Dança, foram realizados.
Com o passar dos anos, a tecnologia das mídias para se veicular a obra literária foi evoluindo e novas alternativas foram surgindo. A edição de livros e revistas foi facilitada, podendo ser feita dentro do próprio grupo, surgindo então as Edições A ILHA; a impressão de pequenas tiragens foi possibilitada graças ao advento das impressoras domésticas; a exibição dos poemas em cartazes já era possível com tipos de imprensa, melhorando em muito a apresentação e o prazer de ler (antes, os poemas do Varal eram escritos a mão, com pincel atômico). O Varal da Poesia transformou-se em Projeto Poesia no Shopping, ocupando um espaço com grande fluxo de público, sem deixar de freqüentar os antigos espaços conquistados, como as festas, escolas, lojas, bancos, praças e feiras. Uma maneira de desencarecer o feitio do livro foi lançada, com o Projeto Pacote de Poesia: ao invés do livro tradicional, o grupo adotou como capa um envelope ou pacote de pão, e dentro iam as páginas interiores, em folhas soltas. O Projeto Sanfona Literária foi criado para a publicação de pequeno volume de poemas: folders com seis, sete, dez poemas, dependendo do tamanho, distribuídos gratuitamente para os freqüentadores do Varal da Poesia do Projeto Poesia no Shopping. Na mesma linha desse projeto, foi criado o Projeto Poesia Carimbada: ao invés dos folders, a poesia impressa em qualquer superfície, impressa no suporte que o leitor preferisse: numa folha qualquer, no caderno, na folha em branco do livro, etc. Com resultados muito abrangentes, o Projeto Poesia na Escola usou a informática que cada vez mais foi invadindo o dia-a-dia de todos nós, inclusive dos estudantes: trata-se de apresentações em Power Point, para serem usadas em sala de aula, nas disciplinas de Literatura ou Língua Portuguesa. E um projeto pioneiro que já foi copiado em vários pontos do país é o Projeto Poesia na Rua: poemas ou trechos de poemas em out-doors, pelas ruas das cidades, possibilitando a todas as pessoas a sua leitura.
O Grupo A ILHA, no decorrer de sua existência, usou de várias mídias para divulgar a sua obra: o papel impresso, o rádio, a televisão, o recital ao vivo, o meio digital. É claro que não poderia deixar de utilizar a Internet, a grande rede, esse veículo que faz com cheguemos a qualquer lugar do mundo. E o portal do grupo, PROSA, POESIA & CIA , hospedado em http://geocities.yahoo.com.br/prosapoesiaecia, é um dos veículos mais importantes, fazendo o trabalho realizado chegar a milhares de leitores a cada mês. Lá está a revista Suplemento Literário A ILHA, a seção Literarte, coluna literária com informação e novidades, além de crônicas, contos e poesia atualizados mensalmente, e outras tantas seções como Literatura Para o Vestibular, Mestres da Poesia, Autores catarinenses, Literatura infantil, Artigos sobre literatura, Feira de Contos, as antologias "Todos os Poetas" e "O Tema do Poema"com centenas de poemas e aumentando, Livros on-line, Entrevistas com Escritores, Crônica da Semana, etc.
O alcance do grupo ampliou-se a nível nacional, com a participação de escritores de todo o Estado e de outros estados da federação. O intercâmbio fez muito bem ao grupo, que teve participação, inclusive, em publicações internacionais.
Mais recentemente, no ano de 2.000 o grupo, que começou numa ilha, voltou a instalar sua sede em outra ilha, desta vez em Florianópolis. E aqui comemora as suas Bodas de Prata.
O projetos mais recentes são "Poesia em CD", com poemas declamados por comunicadores do rádio catarinense e "Poesia Trilíngüe", livro publicado na Feira de Rua do Livro com os poemas em português e também vertidos para o inglês e o espanhol.
São vinte e cinco anos de atividades. Sem nenhuma vinculação com a cultura oficial, nem patrocinadores. Apenas com a energia e a determinação dos integrantes do grupo. E serão mais outros tantos, que o Grupo Literário A ILHA é o mais perene da história da literatura catarinense.

PROJETOS EM AÇÃO

 

O Grupo Literário A ILHA, coordenado por Luiz Carlos Amorim, vem desenvolvendo, há vinte e cinco anos, vários projetos no sentido de abrir e manter novos espaços para a poesia e para a literatura, no intuito de popularizá-la e incutir o gosto pela leitura.
Primeiro foram colocados em prática, logo no inicio do grupo, o Projeto Varal da Poesia e a revista Suplemento Literário. O primeiro consistia em exibir em praças, feiras, escolas e festas os poemas escritos em cartolinas que ficavam pendurados em uma corda, presos por grampos e transformou-se, ao longo do tempo, no Projeto POESIA NO SHOPPING. Ao invés de mostrar os poemas pendurados em varais, o novo projeto passou a exibir os poemas, ainda impressos em cartolina, em painéis, dobráveis ou com pés, ou ainda em paredes. O novo projeto invadiu os shoppings de Joinville, Florianópolis, São José, Balneário Camboriu, Blumenau, Jaraguá do Sul, além de outros locais, como bancos, supermercados, lojas, grandes eventos, como o Festival de Dança e a Festa das Flores de Joinville, a Feira do Livro de Florianópolis, etc.

 

O SUPLEMENTO LITERÁRIO

O segundo projeto é a revista do grupo, o Suplemento Literário A ILHA já na edição número 93, lançada em junhode 2005, quando do vigésimo quinto aniversário do grupo. Esta revista existe desde a criação do grupo, com periodicidade trimestral, e publica os trabalhos dos escritores integrantes do grupo e convidados, de todo o Brasil e até exterior. Além da versão on-line, neste site, a revista continua sendo publicada impressa em papel. O custo da impressão é coberto pela aquisição, de cada autor que publica em uma determinada edição, de dez exemplares para repasse em sua região. É um sistema cooperativo que tem funcionado, embora nem sempre cubra o valor correspondente e tem colaborado para que a publicação não seja interrompida.

EDIÇÕES A ILHA

 

O Projeto EDIÇOES A ILHA é, na prática, uma editora dentro do grupo, que publica a revista Suplemento Literário, as antologias coletivas, como "A Nova Poesia do Norte Catarinense", ""Um Toque de Poesia", "Poesia Viva", "Poetas da Praça", etc, além de livros solo de poesia e prosa e além de co-edições, como a publicação da versão em inglês do livro de poemas "A Cor do Sol", de Luiz Carlos Amorim - 'The Color of The Sun", nos Estados Unidos, em parceria com IWA - International Writers & Artists Association, de Ohio e de "Uma Questão de Amor" - poemas, pela Editora Lunardelli, de Florianópolis. A publicação das antologias, assim como da revista do grupo é conseguida com a participação de cada autor que publica o seu trabalho, através da compra de exemplares. É um sistema de cooperativa, já citado acima quando falamos do Suplemento Literário. O Grupo A ILHA não tem vínculo nenhum com a chamada "cultura oficial", o que significa que não tem ajuda de nenhum órgão ou instituição. Todo o trabalho desenvolvido é realizado às custasdos próprios integrantes.

 

OUTROS PROJETOS

O Projeto Sanfona Poética publica folders de 6 páginas, com poemas de apenas um poeta ou de vários deles, como "Todas as Crianças", "É Natal", "Emoção Bailarina", "A Poesia de Cruz e Sousa", etc., que são distribuídos gratuitamente junto ao Projeto Poesia no Shopping. O Projeto Pacote de Poesia publica antologias mudando o suporte tradicional, o livro, colocando as folhas (ou páginas) soltas, dentro de um envelope ou de um saco de papel, que fica sendo a capa. Já saiu "Poesia do Mar" e "Poetas da Cidade". Está no prelo "Joinville, Cidade do Rio Cachoeira". O Projeto Poesia Carimbada também foi uma inovação, pois o visitante do Varal da Poesia podia escolher o poema que queria imprimir e podia escolher onde imprimir. Há também novos projetos, como POESIA NA ESCOLA, apresentações de poesia feitas no programa Power Point e distribuídas por disquete ou e-mail, para serem usadas nas salas de aula em disciplinas como Português e Literatura. Isto não só divulga a poesia de gente da terra, como supre as escolas de primeiro e segundo graus com material para estudo da literatura regional, tão relegada a segundo plano. Coisa que o Grupo Literário A ILHA tem conseguido mudar, com o advento das palestras e incursões do Varal da Poesia do Projeto Poesia no Shopping e dos Recitais de Poemas em várias escolas. Há, ainda, o novo Projeto O SOM DA POESIA, que se constitui na gravação de declamação de poesia em CD, por comunicadores do rádio catarinense que apresentam poesia em seus programas. O primeiro está sendo produzido e deverá ser lançado no vigésimo primeiro aniversário do grupo, em junho de 2001. O lançamento acontecerá na Feira do Livro de Florianópolis, junto com o livro infantil "Flecha Dourada", da terceira edição de "Meu Pé de Jacatirão" e da edição trilíngüe de "A Cor do Sol" - em português, espanhol e inglês.

 

 

 

LIVROS MAIS RECENTES DAS EDIÇÕES A ILHA

 

Os livros mais recentes publicados pelas Edições A ILHA foram lançados na Feira Livro de 2004 e 2005. Em 2004 foram alvo de lançamento os livros "Nação Poesia" - poemas; "Livro de Natal" - crônicas, poemas e contos e "Emoção não tem Idioma", poemas em Inglês, Espanhol e Português, de Luiz Carlos Amorim. Em 2005 foi lançada o terceiro livrode crônicas, "Saudades de Quintana" e "A Luz dos Seus Olhos" antologia de contos, também de Amorim.

 

 

 

PROJETO POESIA NA RUA

Outro Projeto inédito foi o POESIA NA RUA, lançado há 5 anos e que consiste em publicar um poema ou trecho dele um out-doors, distribuídos por todas as grandes cidades de SC. É a poesia na rua, ao alcance de todos, de graça. É o projeto mais caro, mas mais atinge o objetivo do grupo A ILHA, de popularizar a poesia. Várias edições já foram colocadas nas ruas, mas a que mais deu resultados foi a que mostrou três out-dors com dois trechos de poemas de Cruz e Sousa e uma com um poema sobre Cruz e Sousa, de Luiz Carlos Amorim. O projeto, pioneiro, já foi copiado em São Paulo, por outro grande grupo.

Endereço para contatos: prosapoesiaecia@yahoo.com.br

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