AUTORES CATARINENSES

CONTEMPORĀNEOS

 

EDLTRAUD ZIMMERMANN FONSECA

EDLTRAUD ZIMMERMANN FONSECA nasceu em Ilhota, em 31 de dezembro de 1934. Viveu grande parte de sua vida no Rio e em São Paulo, mas reside atualmente em Indaial. Foi homenageada, em 1993, com a Medalha Cultural Revista Brasília, e em 1994 com a Medalha Poeta D. Almeida Victor, também em Brasília. Sua novela "Jornada de Amor" foi adaptada pela TV Globo, em 1982, para o programa "Caso Verdade".
Publicou "Jornada de Amor", em 1981; "Quando o Outono Chegar" - poemas, em 1982; "Portas que se abrem" - autobiografia, 1983; "Quero estar com você agora" - contos e poemas, 1988; "Ternura em Contos e Poemas", 1989; ""Indaial -Cidade das Plantas e das Flores" - histórico, 1992; "Localidade Braço do Baú" - 1997; "Memórias de D. Edi" - 1999; "Ramalhete de Rosas Vermelhas" - 2001; "Vidas Vividas" - depoimentos - 2003; "Prazer em Conhecê-lo" - biografias, 2002; "Olhar no Horizonte" - Trento, Itália, 2009. Obras inéditas: "Esses maravilhosos aposentados e minha saudade doida" e "Os Lavradores" - infantil. Participou de mais de dez antologias, como "Dicionário de Poetas Contemporâneos", "Enciclopédia da Literatura Brasileira Contemporânea", "Literatura Catarinense" e outras.
"Gosto de voltar a ler a sua obra porque isso traz para perto de mim a sua alegria, a sua vivacidade, a sua energia. E a sua ternura. Quanta ternura, quanta sensibilidade, quanta emoção nas setenta e tantas páginas deste seu livro. Um estilo cristalino e objetivo a mexer com o coração da gente. Uma lição de vida. É difícil dizer com palavras o que é o livro de Edi. Há que senti-lo, que lê-lo para perceber a transparência das emoções que ela nos passa. "Quero deitar / a cabeça / no teu peito / e esquecer / a vida / a morte / as dores do mundo! / Quero deitar / a cabeça no teu peito / e esquecer / por momentos / que existo".
E os contos de Edi? Ela me ensinou, mais uma vez , como eu mesmo já disse, que "... não é preciso catar / as migalhas de outros tempos. / Estão aqui, no presente / bem presentes / meus anseios e procuras..." Falo do conto "Meu Presente no Dia das Mães". A personagem, que tinha tudo para ser feliz, teve que voltar, literalmente ao passado, voltar no tempo, retroceder quase uma vida, para descobrir o valor do presente, a necessidade de valorizarmos o que temos, mesmo que isso não seja muito"
(Luiz C.Amorim)

Um poema da autora:


NAMORO

Se eu pudesse
Com meus braços
O mundo abraçar
Levaria calor,
Amor, conforto,
Aqueceria almas geladas
Corpos mutilados
De crianças cadavéricas
Que morrem sugando,
Já sem forças,
Os seios magros e secos
De suas mães já mortas
Pela fome.
Homens, outrora guerreiros
Pelas áridas estradas
Se arrastando
Em busca de alimento.
Irmãos morrendo
De inanição
Conseqüência desta cruel
E interminável guerra
Do poder.
Ah! Se eu pudesse
O mundo abraçar!


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